Com o tema “Envelhecer sem vergonha. Com orgulho!”, a mobilização reuniu milhares no Farol da Barra para celebrar a diversidade, combater o etarismo e garantir direitos à população LGBTQIA+ idosa.
Neste domingo (14 de setembro), a capital baiana foi palco da 22ª Parada do Orgulho LGBTQIA+ da Bahia, promovida pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), e que reuniu milhares de pessoas no tradicional circuito entre o Farol da Barra e o Clube Espanhol. Com concentração iniciando a partir das 12h e a saída dos trios elétricos marcada para as 15h, o percurso adotou um novo formato para garantir mais segurança e conforto ao público.
A edição 2025 foi guiada pelo tema “Envelhecer sem vergonha. Com orgulho!”, que trouxe à tona a realidade da população LGBTQIA+ idosa, enfrentando invisibilidade, preconceito e desigualdades. O objetivo foi reafirmar o direito ao afeto, à dignidade e à sexualidade em todas as fases da vida.
Na programação, destaque para o trio elétrico comandado por Leo Kret, primeira vereadora trans do Brasil, acompanhada da banda Selakuatro, levando energia, música e representatividade a todo o percurso. Ao todo, foram nove trios elétricos, além do Palco da Diversidade, que reuniu apresentações artísticas, shows e homenagens, incluindo performances de drag queens e tributos emocionantes.
Autoridades como o secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, a secretária da Igualdade Racial, Ângela Guimarães, e a cantora e ativista Léo Áquila (madrinha da Parada), além do padrinho Marcos Melo, reforçaram mensagens pela igualdade, respeito e inclusão de todas as idades.
A Secretaria Municipal da Saúde de Salvador (SMS) atuou com um módulo especial entre 10h e 23h, oferecendo atendimentos de urgência, testagem rápida para HIV e sífilis, distribuição de preservativos externos e internos, gel lubrificante e autotestes de HIV, além de ações educativas sobre saúde e combate à LGBTfobia.
A inclusão ganhou espaço também com um trio elétrico organizado pela Associação Baiana para Cultura e Inclusão (ABACI), integrando participantes cadeirantes, surdos e deficientes visuais, num ato de visibilidade dentro da campanha Setembro Verde.
O evento se consolidou como um dos mais importantes atos públicos de direitos humanos no Brasil, servindo como espaço de luta, celebração e articulação política. A Parada da Bahia, desde sua criação em 2003, ganhou força como símbolo de resistência e pluralidade — além de ser um marco de visibilidade para gerações LGBTQIA+ que continuam enfrentando desafios.