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35ª Bienal de São Paulo abre as portas 06/08. Confira nomes que mudaram a história da arte

Retrato de expositores e artistas posam em frente do quadro "Guernica", de Pablo Picasso, durante a II Bienal de São Paulo em 1953 Crédito: Estadão Conteúdo/ESTADÃO CONTEÚDO/AE
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A 35ª Bienal Internacional de Artes de São Paulo, que abre suas portas na quarta-feira (6), no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque do Ibirapuera, promete trazer obras que desafiam a linearidade do tempo no Ocidente. Com o tema “coreografias do impossível”, a exposição pretende abrir espaço para uma “dança contínua” em que diferentes perspectivas e olhares possam se encontrar.

Nas 34 edições anteriores, a Bienal já expôs algumas das obras mais célebres da história da arte, como “Guernica”, de Pablo Picasso, e “O Grito”, de Edvard Munch. O texto abaixo resume a participação desses dois artistas e de Andy Warhol na Bienal de São Paulo.

Guernica

A obra mais famosa de Picasso, “Guernica”, foi exposta na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1953. O painel retrata o bombardeio da cidade espanhola de Guernica, durante a Guerra Civil Espanhola. A obra foi um protesto contra a violência e o fascismo.

O quadro chegou ao Brasil pelo porto de Santos e subiu a serra rumo à capital paulista em um caminhão aberto, protegido apenas por uma lona. Na época, a obra rodava o mundo porque Picasso proibiu que seu quadro fosse exposto na Espanha enquanto a república não fosse reestabelecida. Somente em 1975, com a morte de Franco, a democracia foi reestabelecida no país.

“Guernica” hoje faz parte do acervo do Museu Reina Sofia, em Madrid, onde está desde 1992.

O Grito

“O Grito”, de Edvard Munch, é outra das obras mais icônicas da história que já estiveram expostas na Bienal. O quadro do norueguês fez parte do acervo impressionante da 23ª edição, em 1996, que reuniu obras de outras grandes artistas, como Picasso, Paul Klee, Goya, Andy Warhol e Jean Michel Basquiat.

O quadro é considerado um ícone do expressionismo e foi pintado em quatro versões, além de uma litografia que permite a impressão e a reprodução da obra. Em 2012, uma das versões foi arrematada por US$ 120 milhões (aproximadamente de R$ 592 milhões) em um leilão da Sotheby’s, em Nova York.

O tema da 23ª edição era “A desmaterialização da arte no final do milênio”, que tinha em Picasso, Warhol e Munch seus três pilares.

Andy Warhol

A 9ª edição foi considerada a “Bienal Pop” e contou com cinco obras de Andy Warhol, pintor e cineasta norte-americano expoente da Pop Art. Foi ele o principal responsável pela aproximação de ícones da cultura popular para a arte erudita.

Warhol, em seus quadros, usava técnicas de reprodução de imagem e apresentava marcas tradicionais do mercado norte-americano, como as sopas Campbell e a Coca-Cola, além de estrelas da época, como Marilyn Monroe, Elizabeth Taylor, Michael Jackson, Pelé e Brigitte Bardot.

As obras de Warhol na Bienal de São Paulo foram um marco na popularização da Pop Art no Brasil.

Confira lista completa dos 121 participantes clicando aqui.

Conclusão

A Bienal de São Paulo é um dos mais importantes eventos culturais do mundo. Ao longo de sua história, a exposição já apresentou obras de alguns dos maiores artistas do século XX. A 35ª edição promete trazer mais novidades e perspectivas para o público.

Obras de Arthur Bispo do Rosário expostas na 30ª Bienal de Arte de São Paulo, intitulada como “A Iminência das poéticas”Crédito: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

Chegada de quadro do pintor espanhol Pablo Picasso durante a montagem da 23ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1996Crédito: L.C. LEITE/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

O curador do MASP, Pietro Maria Bardi, posa ao lado da obra de Marcel Duchamp na 19ª Bienal de São Paulo, em 1987Crédito: SILVIO RICARDO RIBEIRO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

Fonte: CNN Brasil

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