google.com, pub-6509141204411517, DIRECT, f08c47fec0942fa0

Revista Nova Imagem - Portal de Notícias

Nos acompanhe pelas redes sociais

Vietnã proíbe filme ‘Barbie’ por mostrar mapa que inclui território reivindicado pela China

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

O Vietnã decidiu proibir a exibição do filme “Barbie” devido a uma cena que mostra um mapa com o território reivindicado unilateralmente pela China no Mar do Sul da China, de acordo com a mídia estatal divulgada nesta segunda-feira (3).

A representação da “linha de nove traços” em forma de U é utilizada em mapas chineses para ilustrar suas reivindicações sobre extensas áreas do Mar do Sul da China, incluindo regiões que o Vietnã considera parte de sua plataforma continental, onde foram concedidas concessões de petróleo.

Essa não é a primeira vez que o governo vietnamita toma medidas semelhantes. Em 2019, eles cancelaram a exibição do filme de animação “Abominable”, da DreamWorks, e no ano passado proibiram o filme de ação “Uncharted”, da Sony, pelos mesmos motivos. A Netflix também removeu um drama de espionagem australiano intitulado “Pine Gap” em 2021.

O filme “Barbie”, estrelado por Margot Robbie e Ryan Gosling, estava originalmente programado para ser lançado no Vietnã em 21 de julho, mesma data dos Estados Unidos, conforme divulgado pelo jornal estatal Tuoi Tre.

Segundo o jornal, Vi Kien Thanh, chefe do Departamento de Cinema, órgão governamental responsável por licenciar e censurar filmes estrangeiros, afirmou: “Não concedemos licença para o filme americano ‘Barbie’ ser lançado no Vietnã porque contém a imagem ofensiva da linha de nove traços”.

Até o momento, a Warner Bros., produtora do filme, não se pronunciou sobre o assunto.

Vale ressaltar que Vietnã e China possuem disputas territoriais de longa data sobre uma região potencialmente rica em recursos energéticos no Mar do Sul da China. O país do Sudeste Asiático tem acusado repetidamente navios chineses de violarem sua soberania nessa área.

Foto: REUTERS/Mike Blake