Decisão atender ao pedido do MPF e visa proteger o ecossistema de um dos principais cartões-postais do “Caribe Brasileiro”
A Justiça Federal determinou, nesta semana, a suspensão imediata das atividades turísticas na Lagoa Azul, localizada em Maragogi, Alagoas. Conhecida como um dos destinos mais encantadores do “Caribe Brasileiro”, uma região que atrai milhares de visitantes todos os anos, mas tem sofrido com impactos ambientais.
A decisão foi tomada após um pedido do Ministério Público Federal (MPF), que causou danos ao ecossistema local provocados pela exploração turística descontrolada. Segundo o MPF, a presença de turistas, embarcações e atividades recreativas geradas têm degradação na vegetação de mangue e nos bancos de areia, comprometendo a biodiversidade da área.
A Lagoa Azul, situada numa Área de Proteção Ambiental (APA) da Costa dos Corais, é um local de relevância ecológica, abrigando diversas espécies marinhas e um habitat sensível. Estudos apresentados na ação judicial de que a recuperação dos danos só será possível com a interrupção temporária das atividades humanas na região.
A suspensão, válida por tempo indeterminado, inclui também a aplicação de multas aos operadores de turismo que descumprirem a ordem. Além disso, a Justiça determinou que sejam realizadas ações educativas para conscientizar moradores e turistas sobre a importância da preservação ambiental.
Moradores e comerciantes locais manifestaram preocupação com os impactos econômicos da medida, já que o turismo é uma das principais fontes de renda da região. O MPF, no entanto, destacou que a preservação ambiental é essencial para garantir a sustentabilidade do turismo no longo prazo.
Especialistas defendem que a suspensão das atividades na Lagoa Azul pode servir como um modelo de gestão ambiental para outras regiões turísticas do país. A Costa dos Corais é considerada uma das maiores áreas de proteção ambiental da Marinha do Brasil, e a decisão reforça a necessidade de equilíbrio entre a exploração turística e a conservação ambiental.