google.com, pub-6509141204411517, DIRECT, f08c47fec0942fa0

Revista Nova Imagem - Portal de Notícias

Nos acompanhe pelas redes sociais

Brasil tem maior juro real do mundo após após corte na Argentina

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Com elevação da Selic para 13,25% e redução de juros na Argentina, registra país juro real de 9,18%

O Brasil passou a impedir a maior taxa de juros real do mundo após a recente elevação da Selic e a redução das taxas na Argentina. Na última quarta-feira, 29 de janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa básica de juros em 1 ponto percentual, alcançando 13,25% ao ano. Simultaneamente, o Banco Central da Argentina reduziu suas taxas de juros em 3 pontos percentuais, conduzindo o juro real do país de 9,36% para 6,14%.

Essas movimentações, o juro real brasileiro, que já era o segundo maior do mundo, atingiram 9,18%, superando a Argentina e assumindo a liderança no ranking global.

A decisão do Copom de aumentar a Selic foi unânime e reflete a preocupação com as persistentes pressões inflacionárias. O Banco Central indicou a possibilidade de uma nova elevação de 1 ponto percentual na próxima reunião, prevista para março, o que elevou a taxa para 14,25%. Analistas do mercado financeiro projetam que a Selic possa atingir até 15% ao ano até maio de 2025.

A elevação dos juros no Brasil contrasta com a tendência observada em outras economias emergentes, onde há movimentos de redução das taxas. A persistência da inflação no país, com o índice de preços ao consumidor acumulando alta de 4,5% nos últimos 12 meses até meados de janeiro, bem acima da meta de 3%, tem sido um fator determinante para a postura mais rígida da autoridade moeda brasileira.

A taxa de juros reais é calculada subtraindo a inflação projetada da taxa nominal de juros. Um imposto real elevado pode atrair investidores estrangeiros em busca de rendimentos mais elevados, mas também pode encarecer o crédito e desacelerar o crescimento econômico doméstico.

O cenário atual levanta debates sobre o equilíbrio entre o controle da inflação e o estímulo ao crescimento econômico. Enquanto o Banco Central busca ancorar as expectativas inflacionárias, os setores produtivos e consumidores sentem os efeitos do encarecimento do crédito e da redução do consumo.