Giovanna Carello Collar, de 27 anos, se destaca com pesquisa que pode revolucionar a detecção precoce da doença neurodegenerativa
A jovem pesquisadora brasileira Giovanna Carello Collar, de apenas 27 anos, conquistou reconhecimento internacional ao vencer um prêmio importante com seu estudo inovador sobre o diagnóstico precoce da Doença de Alzheimer. A conquista, que chamou a atenção de especialistas do mundo todo, representa um avanço significativo para a medicina e reforça a importância de investir em pesquisas científicas realizadas por jovens talentos.
Giovanna desenvolveu um método que utiliza algoritmos de inteligência artificial para analisar imagens de ressonância magnética, permitindo identificar alterações cerebrais típicas do Alzheimer ainda em estágios iniciais — muito antes do surgimento dos primeiros sintomas clínicos. Essa antecipação no diagnóstico é considerada essencial para aumentar as chances de tratamento eficaz e qualidade de vida dos pacientes.
O trabalho de Giovanna foi premiado em uma competição de inovação científica, que contou com a participação de pesquisadores de diversos países. Sua abordagem combina técnicas de machine learning e deep learning para processar e interpretar grandes volumes de dados de forma precisa, aumentando a sensibilidade e a especificidade na detecção de sinais precoces da doença.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 55 milhões de pessoas vivem atualmente com demência no mundo, sendo o Alzheimer responsável por cerca de 60% a 70% dos casos. No Brasil, estima-se que mais de 1,2 milhão de pessoas sejam afetadas, número que tende a crescer com o envelhecimento da população. Nesse cenário, ferramentas que possibilitem o diagnóstico precoce tornam-se cada vez mais urgentes.
Giovanna Carello Collar, formada em Engenharia Biomédica e com especialização em Inteligência Artificial aplicada à Saúde, ressaltou em entrevistas a importância do incentivo à pesquisa e do investimento contínuo em tecnologia como meio de transformar a realidade de pacientes. Ela também destacou que a detecção precoce abre caminho para o desenvolvimento de novas terapias e intervenções que podem retardar a progressão da doença.
A vitória da jovem brasileira é celebrada como um marco para a ciência nacional e reforça o potencial da nova geração de pesquisadores em contribuir para desafios globais na área da saúde. Nos próximos meses, Giovanna pretende ampliar sua pesquisa em colaboração com centros médicos internacionais, com o objetivo de validar o método em larga escala e, futuramente, disponibilizar a tecnologia para a prática clínica.