google.com, pub-6509141204411517, DIRECT, f08c47fec0942fa0

Revista Nova Imagem - Portal de Notícias

Nos acompanhe pelas redes sociais

Antártida surpreende: camada de gelo cresce pela primeira vez em décadas, mas cientistas mantêm cautela

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Estudo internacional detecta aumento de massa de gelo entre 2021 e 2023, atribuído a precipitações anômalas; especialistas alertam que fenômeno pode ser temporário

Após décadas de retração contínua, a camada de gelo da Antártida apresentou crescimento entre 2021 e 2023, conforme estudo publicado na revista Science China Earth Sciences. Utilizando dados dos satélites GRACE e GRACE-FO, os pesquisadores identificaram um ganho médio de 108 gigatoneladas por ano no período, contrastando com a perda média de 142 gigatoneladas anuais registrada entre 2011 e 2020.

O aumento de massa foi particularmente significativo na Antártida Oriental, nas bacias glaciais de Totten, Universidade de Moscou, Denman e Baía de Vincennes. Essas regiões, anteriormente marcadas por perdas substanciais de gelo, agora mostram sinais de recuperação, atribuída a precipitações acima da média que resultaram em maior acúmulo de neve e gelo.

Embora o fenômeno tenha contribuído para uma leve desaceleração na elevação do nível do mar — estimada em 0,3 milímetros por ano —, os cientistas enfatizam que essa recuperação pode ser temporária e não indica uma reversão definitiva das tendências de perda de gelo.

Especialistas alertam que, apesar do crescimento recente, a Antártida continua vulnerável às mudanças climáticas. O aumento das temperaturas globais e a contínua emissão de gases de efeito estufa podem reverter rapidamente os ganhos observados. Portanto, é crucial manter e intensificar as medidas de mitigação das mudanças climáticas, como a redução do uso de combustíveis fósseis e a promoção de energias renováveis.

Este episódio destaca a complexidade do sistema climático da Terra e a necessidade de monitoramento contínuo para entender as dinâmicas das calotas polares e seus impactos globais.