Em encontros com acionistas chineses, Jerônimo Rodrigues discute aspectos técnicos e estratégicos para viabilizar a construção da maior ponte da América Latina
Em missão oficial à China, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, realizou nesta quarta-feira (14) duas reuniões estratégicas com os acionistas do consórcio responsável pela construção da Ponte Salvador-Itaparica. Os encontros ocorreram após a reafirmação do apoio do governo chinês ao projeto, durante reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping.
As reuniões abordaram aspectos técnicos essenciais para a continuidade do projeto, como a formação de mão de obra local, procedimentos de dragagem, emissão de vistos para trabalhadores especializados e a análise dos resultados da sondagem concluída em março. A última reunião teve duração de três horas e contou com a participação virtual da equipe técnica na Bahia.
“Discutimos ponto a ponto as ações necessárias para acelerar e otimizar as atividades deste projeto fundamental para o desenvolvimento do estado”, afirmou Jerônimo.
A Ponte Salvador-Itaparica é parte de um conjunto de obras que integram o Programa de Infraestrutura de Transporte e Logística do Estado da Bahia. Com cerca de 12,4 km de extensão, será a maior ponte da América Latina, encurtando o trajeto entre Salvador e o interior do estado. A previsão é que milhares de empregos diretos e indiretos sejam gerados durante sua execução.
O projeto é executado por um consórcio formado por empresas chinesas de engenharia e infraestrutura com forte atuação em megaprojetos internacionais. A presença do governador na China evidencia o interesse do estado em garantir a continuidade do projeto com segurança jurídica, engenharia de precisão e alinhamento diplomático. A iniciativa também está em sintonia com os compromissos assumidos entre os presidentes Lula e Xi Jinping na mesma data, em Pequim.
A expectativa é que, com a assinatura do contrato, as primeiras intervenções comecem em até um ano, com prazo de cinco anos para conclusão. O custo estimado da obra é de R$ 10,3 bilhões, valor acordado entre o governo baiano e o consórcio responsável em fevereiro de 2025, após mediação do Tribunal de Contas do Estado (TCE).