Pesquisa enfatiza os benefícios do café puro — sem açúcar ou creme — para redução de mortalidade e proteção cardiovascular
Um estudo publicado em junho na The Journal of Nutrition reforça evidências de que beber café preto, sem adição de açúcar ou gordura saturada, está fortemente associado a um menor risco de morte — especialmente por doenças cardiovasculares. Analisando dados de 46 mil adultos dos EUA, coletados entre 1999 e 2018 pelo NHANES, o trabalho revelou benefícios relevantes para a longevidade.
Resultados principais
- Consumir 1 a 3 xícaras de café com cafeína por dia, sem ou com baixíssimo açúcar e creme, reduz o risco de mortalidade geral em 14 %, com queda de até 17 % ao tomar 2 a 3 xícaras diárias.
- A proteção foi observada também contra mortes por doenças cardiovasculares, com redução expressiva de 29–33 % quando a bebida é pura ou suavemente adoçada .
- Porém, incluir mais de meia colher de chá de açúcar ou 1 g de gorduras saturadas (equivalente a uma colher de sopa de creme ou cerca de cinco colheres de leite integral) anulou os benefícios.
Contexto científico e comparativo
- Vasta body of evidence sugere que os efeitos positivos se devem aos compostos bioativos do café — antioxidantes e polifenóis — que combatem inflamação, protegem o coração e promovem saúde metabólica.
- Estudos adicionais reforçam esse panorama: outro trabalho observacional apontou que mulheres que beberam até 7 pequenas xícaras diárias entre os 45 e 60 anos tiveram 13 % mais chances de envelhecer com saúde aos 70, sem doenças crônicas.
- Há também investigações laboratoriais, como em leveduras, que mostram efeitos benéficos da cafeína nas vias de reparo celular e longevidade, embora acenem para potenciais riscos ao DNA — revelando a complexidade dos mecanismos.
Moderação e forma ideal de consumo
- O limite máximo com benefício identificado foi de aproximadamente 3 xícaras por dia; acima disso, os efeitos estabilizam ou até perdem força.
- A melhor forma: café preto puro, ou com dose muito leve de açúcar (< 2,5 g por xícara) e gordura saturada mínima (< 1 g), segundo orientações do estudo.
Uma compilação de mais de 50 estudos feita em Portugal concluiu que o consumo moderado de café (2 a 3 xícaras/dia) está relacionado a menor risco de doenças crônicas como AVC, diabetes, câncer e declínio cognitivo — desde que não seja excessivo.
As evidências reforçam que o café tem um efeito protetivo para o coração e para a longevidade, especialmente quando consumido na forma mais pura possível. Para maximizar benefícios:
- Prefira café preto ou com adoçamento/creme mínimo.
- Mantenha consumo entre 1–3 xícaras diárias.
- Evite bebidas doces ou com excesso de gordura, que anulam os efeitos.
Embora esteja entre os prazeres diários de milhões, esse estudo distingue o consumo inteligente do prejudicial — elevando o café simples ao status de aliado da saúde.