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Bahia concretiza venda do Fazendão e projeta novo CT voltado à comunidade

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Após 40 anos, antigo centro de treinamento é cedido a construtora; clube investirá em moderno complexo e uso social da área

O Esporte Clube Bahia anunciou a venda do Centro de Treinamento Osório Villas‑Boas — popularmente conhecido como “Fazendão” — para a Direcional Engenharia, com sede em Belo Horizonte. A transação, de valor estimado em R$ 40 milhões, representa mais do que o dobro da proposta anterior de R$ 22 milhões, apresentada durante a gestão de Guilherme Bellintani.

Detalhes do negócio

  • Terreno negociado: 125.463 m², com área anexa de 3.200 m², localizado em Itinga, Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador.
  • Destinação da área: previsão de 1.800 unidades habitacionais pelo programa federal Minha Casa, Minha Vida, em parceria com a construtora.
  • Comprador: Direcional Engenharia, que assumirá o terreno para o projeto habitacional .

Desde 2019, o Fazendão não era mais utilizado pelo elenco profissional do Bahia, que passou a treinar no moderno Centro de Treinamento Evaristo de Macedo — a “Cidade Tricolor”, inaugurada em 11 de janeiro de 2020, com seis campos e ampla estrutura.

A venda já havia sido aprovada em assembleia em 2020, mas ficou suspensa até a formação da SAF com o Grupo City. Agora, o clube retoma os recursos para investir no novo CT e quitar dívidas acumuladas.

Paralelamente, o Bahia adquiriu uma área entre 400.000 m² e 440.000 m² na Via Metropolitana, em Camaçari, com o objetivo de construir um novo centro de treinamento, projetado para ser o “maior e melhor CT da América Latina”.

A venda atende também a uma estratégia social: ao ceder o Fazendão para habitação popular, o Bahia colabora com a redução do déficit habitacional e reforça seu papel comunitário na região. O legado remanescente da estrutura esportiva poderá ser preservado por meio de projetos culturais ou memoriais históricos.

O Fazendão manteve-se por décadas como símbolo da história tricolor: palco de títulos nacionais (como em 1988), base para revelação de craques e testemunha de dramas (como o rebaixamento em 2005).

Apesar da nostalgia, líderes como o vice‑presidente Vitor Ferraz reconhecem que a manutenção de dois centros deixaria o clube com “dois patrimônios insustentáveis”. A aposta é que os recursos da venda fortaleçam a Cidade Tricolor e o futuro CT.

Nas redes e comunidades esportivas, a venda gerou debates. No reddit, usuários comentam:

“O terreno do Fazendão tem um bom tamanho? … O problema é a impossibilidade de expansão. Se manter o Fazendão, deve ser porque o clube tá quitado…”, destacado por Matheus Barbaço.

A discussão traz à tona questões ligadas à logística – o atual CT fica a cerca de 54 km de Salvador, o que pesa nas operações do elenco profissional