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Nova perícia revela: Juliana Marins sobreviveu até 32 horas após queda em vulcão

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Coletiva no Rio apresentou laudo entomológico que aponta primeira queda no Monte Rinjani, Indonésia, às 4h de 21 de junho; segundo impacto teria sido fatal minutos depois, sem socorro adequado.

Em coletiva realizada nesta sexta-feira (11), a família da publicitária Juliana Marins, de 26 anos, apresentou dados da nova necropsia feita no Instituto Médico‑Legal (IML) do Rio de Janeiro. Análises entomológicas conclusivas mostram que Juliana sobreviveu por até 32 horas após a queda inicial no Monte Rinjani, na Indonésia—ocorrida às 4h do dia 21 de junho, horário local.

  • Juliana realizava trilha no Monte Rinjani, vulcão ativo de 3.726 metros, junto de um grupo guiado, quando sofreu a primeira queda de cerca de 60 m em terreno íngreme, despencando 220 m abaixo do ponto da trilha.
  • Drone captou imagens dela consciente ainda às 6h59 do mesmo dia, mas o resgate oficial só ocorreu quatro dias depois, impedido pela neblina e dificuldade do acesso.

O que a nova perícia revelou

  • A investigação entomológica, conduzida por especialistas com base em larvas encontradas no corpo, mostrou que Juliana só morreu por volta do meio‑dia de 22 de junho — portanto, mais de 30 horas após a primeira queda.
  • Ela teria então sofrido um segundo impacto, final e fatal, e vivido apenas entre 10 a 15 minutos nesse estado .
  • O laudo do IML confirma que a causa da morte foi hemorragia interna por politraumatismo, compatível com quedas de grande altura.
  • Legistas também relataram que Juliana enfrentou um quadro de agonia agonal, caracterizado por sofrimento físico e falência orgânica, até o óbito.

Divergências e críticas ao resgate

A versão do novo laudo contrasta com a necropsia indonésia, que apontou o óbito entre 23 e 24 de junho, sugerindo até três dias de sobrevivência . Representantes da família criticaram a demora no resgate, destacando que equipes só iniciaram as buscas oficiais duas horas após o acidente e só conseguiram acesso ao local cerca de 15h depois .

Segundo testemunhas, Juliana teria sido ouvida por cerca de 14 horas pedindo socorro antes de desaparecer em novos deslizamentos .

Repercussão e desdobramentos

  • A família, acompanhada pela Defensoria Pública da União e delegados da Polícia Civil, estuda protocolar denúncia por negligência no resgate e até recorrer a instâncias internacionais .
  • A nova autópsia foi autorizada após tentativa de cremação ser suspensa para garantir transparência no laudo, ainda que o corpo tenha sido embalsamado, o que limitou alguns exames.

O relato técnico mais recente muda o curso das investigações: evidências apontam que, apesar de gravemente ferida, Juliana Marins sobreviveu por mais de um dia antes de sucumbir a uma segunda queda, sem receber socorro efetivo. A tragédia expõe falhas no protocolo de resgate e intensifica o pedido de respostas. As famílias continuam em busca da verdade e cobrando responsabilização.