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Juliana Garcia rompe o silêncio após brutal espancamento com mais de 60 socos em elevador no RN

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A vítima agradece apoio recebido, explica seu atual estado de saúde e fala sobre processo judicial contra o ex-namorado, que segue preso e pode responder por tentativa de feminicídio.

Juliana Garcia dos Santos, 23 anos, fez sua primeira manifestação pública após ser agredida por Igor Eduardo Pereira Cabral — ex-jogador da seleção brasileira de basquete 3×3 — dentro do elevador de um condomínio em Natal (RN), onde recebeu mais de 60 socos no rosto. A violência ocorreu na tarde de 27 de julho de 2025, durante uma discussão motivada por ciúmes, conforme informou a Polícia Civil.

O crime

Conforme apurado, o casal participava de um churrasco entre amigos no condomínio quando Igor solicitou acesso ao celular de Juliana. Ao ver mensagens, ele teria começado a demonstrar ciúmes, iniciando uma briga. Em seguida, no elevador, a agressão começou. A vítima relatou que temia por sua segurança, tentou aguardar ali mesmo para evitar sair onde não haveria câmeras para registrar os atos.

Vídeos das câmeras do elevador mostram a brutalidade do ataque: dezenas de socos desferidos especialmente no rosto. A vítima sofreu fraturas graves no maxilar, bochecha, nariz, boca e sofreu ferimentos em um dos olhos, além de intenso edema facial.

Estado de saúde e tratamento

Juliana está consciente e estável, recebendo medicação contínua para dor, em dieta líquida e/ou pastosa. O procedimento cirúrgico está previsto para ocorrer após a redução do edema facial, no fim de semana subsequente à agressão.

Amigas da vítima criaram uma vaquinha online — confirmada pela própria Juliana — para arrecadar fundos e cobrir os custos de tratamento. A vítima afirma que está acessando sua conta no Instagram e agradeceu o apoio recebido: “É um momento muito delicado e eu preciso focar na minha recuperação”.

Processo judicial e gravações

O agressor foi preso em flagrante ainda no local e teve a prisão convertida em preventiva. Ele responderá por tentativa de feminicídio, conforme investigação da Polícia Civil do Rio Grande do Norte.

Juliana também declarou que, na audiência de custódia, a juíza responsável não conseguiu assistir à íntegra do vídeo com todos os 61 socos, por alegada falta de estômago para a violência exibida.

Versão do agressor e reações da família

Em depoimento, Igor alegou ter sofrido um “surto claustrofóbico” no momento da agressão, justificando que Juliana não teria aberto o portão ou a porta de casa e o xingado, rasgando sua camisa dentro do elevador. Rapidamente após a repercussão do caso, ele desativou suas redes sociais.

A família de Igor divulgou uma nota oficial reforçando que não possui relação com o crime e pede que não sejam alvo de ameaças ou exposição. Também alegam que o endereço apontado nas redes como sua residência era, na verdade, local de trabalho de parentes e que estão sofrendo constrangimentos indevidos.

Importância social e desdobramentos

Casos como o de Juliana evidenciam a persistência da violência doméstica e feminicídio no Brasil. O caso levanta debates sobre a cultura do ciúme, a importância de registros — como câmeras de segurança — e sobre o caminho legal para responsabilizar agressores.

Juliana convidou mulheres que enfrentam qualquer sinal de violência a buscarem ajuda e afirmarem seus limites: “É não deixar de ficar em alerta e, em qualquer sinal, ir embora e não voltar mais”