Quarta edição do torneio internacional de capoeira reúne 16 competidores na histórica Praça da Cruz Caída, em disputas eliminatórias que misturam tradição, técnica e representatividade.
Salvador se prepara para acolher mais uma vez o Red Bull Paranauê — considerado o campeonato mundial de capoeira. A espera termina no dia 23 de agosto de 2025, quando a Praça da Cruz Caída, no Pelourinho, vira palco de batalhas 1×1 cheias de ritmo, ginga e ancestralidade. A entrada é gratuita.
A edição 2025 traz dezesseis competidores que refletem a pluralidade da capoeira. Na disputa masculina estão nomes como Arthur Fiu (São Paulo), Kakinho (Serrinha–BA), Foguinho (Teresina–PI), Cacique (Salvador–BA), Rian (Salvador–BA), Ninjinha (Itabuna–BA), Meia Lua (Petrolina–PE) e o bicampeão Gugu Quilombola (São Paulo).
Entre as mulheres, estão Aranha (Alagoinhas–BA), Borrachinha (Pojuca–BA), Catarina (Porto Seguro–BA), Clari (Buenos Aires, Argentina), Dendê (Assis Chateaubriand–PR), Florzinha (Salvador–BA), Navalha Fiu (São Paulo) e Bibinha Origem (Salvador–BA), também bicampeã.
A competição segue um formato eliminatório, com confrontos individuais nas categorias masculina e feminina. Antes de cada duelo, os capoeiristas giram uma roleta que define o toque do berimbau — podendo ser Angola, Regional ou Contemporânea — e, com isso, o estilo da disputa. Como diz Navalha Fiu: “um bom capoeirista joga o que o berimbau mandar”.
A seleção dos participantes foi feita por mestres da capoeira, entre eles Mestre Preguiça, Mestra Bel, Mestre Mago, Mestra Vanessa, Mestre Jelon, e passou pela validação do júri oficial composto por Mestre Nenel (Regional), Mestre Maurão (Contemporânea) e Mestra Nani (Angola), sob curadoria de Mestre Sabiá.
Para o bicampeão Gugu Quilombola, o evento é mais do que uma disputa: é uma celebração viva da capoeira. Ele afirma que “o que mais me marcou foi a alegria dos Mestres das primeiras gerações… Uma grande festa pela arte que une e contempla gerações”. Já Clari, representante da Argentina, enxerga na participação uma abertura importante: “é representatividade e ajuda a abrir espaços para outras mulheres, capoeiristas e mães”.
Coordenado pela Prefeitura de Salvador, o Red Bull Paranauê 2025 promete transformar o centro histórico da capital baiana em um encontro vibrante entre tradição, inovação e cultura afro-brasileira