google.com, pub-6509141204411517, DIRECT, f08c47fec0942fa0

Revista Nova Imagem - Portal de Notícias

Nos acompanhe pelas redes sociais

Por que Augusto Melo foi definitivamente afastado da presidência do Corinthians

RODILEI MORAIS/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Indiciado no “Caso VaideBet”, Melo teve impeachment aprovado por sócios e deixa o cargo após forte reação interna no clube

Nos últimos meses, o Corinthians viveu uma das fases mais turbulentas em sua gestão. Tudo começou em maio, quando o presidente Augusto Melo foi indiciado pela Polícia Civil de São Paulo por crimes graves — furto, lavagem de dinheiro e associação criminosa — relacionados a um contrato de patrocínio com a casa de apostas VaideBet.

Em resposta, o Conselho Deliberativo do clube abriu um processo de impeachment. A primeira votação, em 26 de maio, resultou no afastamento temporário de Melo, com a assunção interina de Osmar Stabile, vice-presidente. A defesa tentou suspender o processo na Justiça, mas teve o pedido negado pela Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo.

A etapa final para afastamento permanente aconteceu em 9 de agosto, na Assembleia Geral Extraordinária, realizada no Ginásio Wlamir Marques, no Parque São Jorge. Aproximadamente 2.033 sócios votaram, e o resultado foi claro: 1.413 votos a favor do impeachment, 620 contrários — com poucos votos em branco ou nulos.

Com isso, Augusto Melo perdeu o cargo de forma definitiva. Em nota oficial, ele contestou a lisura da votação: alegou coação por pessoas ligadas a torcidas organizadas, ausência de registro dos sócios presentes e controle da apuração por adversários, além de anunciar que tomará providências legais.

O dirigente se retirou da sede discretamente, pela porta dos fundos, após o pleito, em meio a um clima tenso — seu carro foi até vandalizado com pneus furados.

Agora, o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Jr., tem o prazo para convocar eleição indireta, apenas entre conselheiros, para escolher um novo mandatário que comandará o Corinthians até o fim de 2026.

Esse desfecho foi um marco — motivado inicialmente pelo Caso VaideBet e agravado por denúncias jurídicas e instabilidade política. Ele ressalta como os órgãos internos do clube, os sócios e a Justiça podem influenciar diretamente decisões administrativas em momentos críticos.