O anúncio recente de que o ex-presidente Jair Bolsonaro está em tratamento contra um câncer de pele reacendeu os debates sobre a prevenção e os cuidados necessários contra a doença que, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), é o tipo de câncer mais frequente no Brasil. Estima-se que a cada ano mais de 220 mil novos casos sejam diagnosticados no país, o que corresponde a cerca de 30% de todos os diagnósticos de câncer em território nacional.
Embora seja considerado o tipo de câncer menos letal quando tratado precocemente, o câncer de pele exige atenção redobrada. Ele é dividido em dois grandes grupos: o melanoma e os não-melanomas. O melanoma é mais raro, mas altamente agressivo, podendo causar metástases em pouco tempo. Já os carcinomas basocelular e espinocelular, classificados como não-melanomas, representam a maioria dos casos e têm altos índices de cura quando identificados no início.
Fatores de risco e sintomas de alerta
A principal causa do câncer de pele é a exposição excessiva e sem proteção aos raios ultravioleta (UV), provenientes do sol ou de câmaras de bronzeamento artificial. Pessoas de pele clara, com histórico familiar da doença ou que trabalham sob exposição direta ao sol estão no grupo de maior risco.
Os especialistas alertam para sinais que não devem ser ignorados, como feridas que não cicatrizam, pintas que mudam de cor, formato ou tamanho, além de lesões que apresentam coceira, sangramento ou crescimento acelerado. O acompanhamento médico e a realização de exames dermatológicos periódicos são fundamentais para garantir o diagnóstico precoce.
Prevenção: a melhor forma de proteção
Médicos reforçam que a prevenção é o caminho mais eficaz contra a doença. O uso diário de protetor solar, mesmo em dias nublados, é essencial, assim como a adoção de roupas de proteção, chapéus de aba larga e óculos escuros. Evitar exposição solar entre 10h e 16h também é uma medida simples e eficaz.
Campanhas de conscientização, como o Dezembro Laranja, buscam alertar a população sobre a importância de hábitos preventivos e do autoexame. No Brasil, ainda existe o desafio de ampliar o acesso a dermatologistas e exames, sobretudo em regiões onde a exposição solar é intensa durante praticamente todo o ano.
Bolsonaro e a visibilidade do tema
O diagnóstico de Jair Bolsonaro, que já havia tratado lesões anteriores, trouxe novamente o assunto para o centro das atenções. Segundo especialistas, casos envolvendo figuras públicas ajudam a ampliar a conscientização da população, já que evidenciam que ninguém está imune à doença, independentemente de classe social, profissão ou estilo de vida.
Assim, a mensagem dos médicos é clara: cuidar da pele é cuidar da saúde como um todo. Com atenção aos sinais e hábitos de proteção, é possível reduzir drasticamente os riscos e aumentar as chances de um tratamento eficaz, caso a doença seja detectada.