google.com, pub-6509141204411517, DIRECT, f08c47fec0942fa0

Revista Nova Imagem - Portal de Notícias

Nos acompanhe pelas redes sociais

Hospital Ortopédico da Bahia ultrapassa 15 mil cirurgias e realiza novo mutirão para crianças com sequelas da Zika

Foto: Pablo Barbosa/Sesab
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Em Salvador, hospital especializado promove ação para corrigir alterações ósseas em crianças afetadas pela síndrome congênita do Zika Vírus

O Hospital Ortopédico do Estado da Bahia (HOEB), localizado no bairro do Cabula, em Salvador, alcançou recentemente a marca de 15 mil cirurgias ortopédicas realizadas desde sua inauguração, pouco mais de um ano e meio atrás. Essa conquista faz da unidade a maior em número de procedimentos ortopédicos no país, com média de cerca de 1.300 operações por mês, todas realizadas exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Para marcar essa trajetória de atendimento, o HOEB promoveu um novo mutirão de cirurgias de quadril, desta vez voltado a crianças com sequelas da Síndrome Congênita do Zika Vírus. Na sexta-feira (26), dez pacientes pediátricos passaram por procedimentos de correção de luxações e outras alterações musculoesqueléticas em um único dia. Desde a abertura da unidade, já foram realizadas 48 consultas e 28 cirurgias para tratar crianças afetadas pela síndrome.

Essa síndrome, identificada em 2015, resulta de infecção pela zika durante a gestação e pode causar microcefalia, atrasos neuropsicomotores, alterações ósseas e musculares, como subluxação do quadril, deformidades nos membros e dificuldades motoras.

O HOEB é gerido pelo Hospital Israelita Albert Einstein, referência internacional em ortopedia — eleito o melhor da América Latina e o 28º do mundo pelo ranking da revista Newsweek. O hospital possui 212 leitos, 13 salas cirúrgicas e tecnologia de ponta em diagnóstico e reabilitação para traumatologia e medicina esportiva.

Além do impacto direto para as famílias atendidas, o mutirão soma-se a esforços em saúde pública: recentemente, o Governo Federal regulamentou o pagamento de pensão mensal de R$ 8.100, equivalente ao teto do INSS, e indenização única de R$ 50 mil para crianças com deficiência permanente causada pela síndrome congênita do zika.

Na Bahia, entre 2015 e 2025 foram registrados 2.374 casos suspeitos da síndrome, dos quais 557 foram confirmados. O período de maior incidência foi entre 2015 e 2016, com 1.003 suspeitas e 332 confirmações. Desde então, as redes de saúde estaduais e municipais mantêm atenção constante às famílias afetadas, integrando assistência médica, social e educacional para superar os desafios de longo prazo.

Destaques do funcionamento e impacto:

  • Capacidade elevada de atendimento: São até 1.300 cirurgias mensais.
  • Especialização e infraestrutura: hospital moderno, com equipamentos avançados e gestão de alto padrão.
  • Mutirões direcionados: atuação específica para crianças com sequelas graves do zika.
  • Integração de políticas públicas: auxílio financeiro garantido e rede de apoio às famílias.
  • Importância social: restaurações que melhoram a qualidade de vida e ampliam perspectivas de mobilidade e autonomia.

O HOEB segue como exemplo de articulação entre estrutura hospitalar robusta, SUS e parcerias estratégicas para enfrentar consequências de crises sanitárias que marcaram a última década. É um símbolo de esperança e cuidado especializado para as crianças baianas e brasileiras afetadas pelo Zika.