Rede de cafeterias enfrenta queda nas vendas, concorrência acirrada e mudança no comportamento dos consumidores
A Starbucks, maior rede de cafeterias do mundo, anunciou o fechamento de aproximadamente 400 lojas na América do Norte e a demissão de 900 funcionários corporativos como parte de um plano de reestruturação de US$ 1 bilhão. Apesar de parecer um número pequeno diante das mais de 32 mil unidades da marca no mundo, a medida marca um momento delicado para a empresa, que enfrenta seis trimestres consecutivos de queda nas vendas em lojas já estabelecidas.
Os motivos para a crise são diversos: migração de clientes de centros urbanos após a pandemia, concorrência de cafeterias independentes e redes em ascensão, além da insatisfação com os preços elevados — mais de 70% dos consumidores entrevistados em pesquisa recente disseram que pretendem reduzir visitas à Starbucks nos próximos meses por causa do custo.
O CEO Brian Niccol, que assumiu a empresa em 2024, tenta reposicionar a marca como o “terceiro lugar” entre casa e trabalho. Para isso, a Starbucks está renovando mil unidades nos Estados Unidos, retomando tradições como desenhos nos copos e simplificando o cardápio, ao mesmo tempo em que busca resgatar a experiência de sentar e aproveitar um café com conforto.
Apesar das dificuldades, a rede continua a planejar aberturas de novas lojas em regiões estratégicas e aposta em mudanças para recuperar clientes até 2026. Analistas acreditam que o processo de retomada será lento, mas veem sinais de que a marca pode voltar a crescer sob a atual gestão.