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Hamas libera últimos 20 reféns israelenses após mais de dois anos — e acordo de trégua marca nova fase no conflito

Foto: Omar AL-QATTAA / AFP
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Em troca da libertação, Israel concede soltura de cerca de 2 mil presos palestinos; o cessar-fogo mediado pelos EUA pode ser o ponto de virada no Oriente Médio

Na madrugada desta segunda-feira (13), o grupo Hamas anunciou a libertação dos 20 reféns israelenses ainda vivos que permaneciam em seu poder na Faixa de Gaza, encerrando um capítulo sombrio de mais de 700 dias de cativeiro. Essa ação faz parte de um acordo de cessar-fogo firmado com Israel, com mediação dos Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia.

Um acordo com trocas e concessões

Pela negociação em curso, Israel concordou em libertar cerca de 2 mil prisioneiros palestinos, incluindo 250 detentos condenados à prisão perpétua, muitos por ataques ao país ou à sua população. Além disso, o Hamas ficou responsável por localizar e devolver os corpos de 28 reféns que morreram durante o cativeiro — embora dois ainda tenham situação oficialmente indefinida.

Os reféns libertados foram entregues por meio da Cruz Vermelha e transportados até Israel, onde receberam cuidados médicos e estão sendo reunidos às famílias. Israel afirma que, originalmente, o Hamas mantinha cerca de 48 reféns — dos quais 20 estavam vivos e o restante mortos ou com destino indefinido.


Contexto e impactos humanitários

O conflito entre Israel e Hamas começou em 7 de outubro de 2023, quando militantes do grupo lançaram ataques e sequestraram cidadãos israelenses, intensificando o confronto. Ao longo da guerra, mais de 67 mil pessoas foram mortas em Gaza, segundo autoridades locais — uma devastação com enormes consequências humanitárias.

Este novo cessar-fogo vem sendo tratado como uma possível virada — mas muitos pontos seguem em aberto. Israel exige o desarmamento completo do Hamas e a retirada de suas tropas da faixa. Já o Hamas propõe uma nova administração civil para Gaza, rejeitando controle externo.

Uma cúpula de paz está prevista para ocorrer no Egito, reunindo mais de 20 líderes internacionais para definir os próximos passos.