A influenciadora de 19 anos será internada para procedimento em Curitiba; o pai foi o doador escolhido em decisão médica após testes de compatibilidade
Aos 19 anos, Isabel Veloso atravessa mais um capítulo importante em sua luta contra o câncer: foi confirmado que ela será submetida a um transplante de medula óssea alogênico, com doação de seu próprio pai.
Segundo relatos da própria influenciadora, o procedimento está marcado para a próxima sexta-feira em Curitiba (PR). Antes disso, ela passará por uma série de consultas médicas para preparar o corpo, uma fase delicada que envolve exames, ajustes de medicação e cuidados intensos.
Durante o anúncio, Isabel explicou que tanto o pai quanto a irmã apresentaram 50% de compatibilidade com ela. No entanto, os médicos optaram por escolher o pai como doador — parte desse critério levou em conta que mulheres têm hormônios relacionados à gestação que podem interferir nos processos de doação, além de fatores clínicos específicos.
O procedimento que ela já realizou anteriormente foi chamado de transplante autólogo, no qual ela mesma serviu como doadora. Agora, por ser um transplante de outro indivíduo (alogênico), exige um rigor maior de compatibilidade e preparo. Como em Cascavel (PR) não há estrutura completa para esse tipo de transplante, ela foi transferida para Curitiba para realizar o processo com segurança.
Durante a internação, que poderá durar entre 20 a 40 dias, Isabel revelou que não poderá receber visitas do filho, Arthur, que tem apenas 10 meses de idade. Ela já tomou medidas práticas para este período: escolheu itens como escova de dentes infantil, calcinhas descartáveis, produtos para hidratação labial e cuidados para pele, antecipando os efeitos colaterais do tratamento — como queda de imunidade e necessidade de higiene rigorosa.
Isabel também comentou que vai passar por quimioterapia intensiva combinada com radioterapia para destruir completamente a medula óssea anterior e eliminar eventuais células cancerígenas remanescentes. Durante esse período, imprevistos e dificuldades emocionais certamente fazem parte da jornada que a jovem enfrentará.
A trajetória de Isabel no combate ao câncer tem sido marcada pela força e resiliência: ela descobriu a doença ainda aos 15 anos, com diagnóstico de linfoma. Aos 17, ao saber que a condição era considerada incurável, interrompeu o tratamento. Em outubro de 2024, ao descobrir que o tumor havia retornado durante a gravidez, ela decidiu retomar a luta mesmo grávida de cinco meses. O câncer havia se espalhado e atingido até os pulmões; após dar à luz Arthur, ela iniciou nova fase do tratamento.
Agora, ao encarar esse transplante, Isabel se prepara para um momento decisivo na busca por estabilidade e cura. Sua história inspira muitos, sobretudo pelo equilíbrio entre ser mãe, jovem e paciente em luta, e por demonstrar que esperança e determinação podem caminhar juntos.