Irregularidades em boas práticas de fabricação e falta de registro motivaram proibição imediata em todo o país
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (16 de outubro de 2025) a suspensão imediata da fabricação, comercialização, distribuição, divulgação e até do uso dos cosméticos e dos saneantes produzidos pela empresa Maxx Química e Sistemas de Limpeza Ltda.
Essa medida foi publicada no Diário Oficial da União sob a Resolução-RE nº 4.041, que torna nula a atuação da empresa enquanto as irregularidades forem sanadas.
O que motivou a suspensão
Uma fiscalização sanitária feita entre os dias 30 de setembro e 2 de outubro identificou falhas graves na fábrica da Maxx Química. A inspeção concluiu que a empresa descumpriu o Regulamento Técnico de Boas Práticas de Fabricação para Produtos de Higiene Pessoal, Cosméticos e Perfumes, previsto na RDC 48/2013.
O descumprimento não ficou restrito aos cosméticos: os produtos de limpeza (saneantes) também apresentaram irregularidades idênticas, o que agravou a situação da empresa perante os órgãos reguladores.
Além disso, foram apreendidos dois produtos usados como maquiagem capilar, fabricados por empresa não identificada, que estavam circulando sem registro junto à Anvisa. São eles:
- Dexe Hair Building Fibers (fibra capilar em pó)
- Maycheer Pang Pang Hair Shadow (maquiagem capilar em pó)
Esses dois produtos agora também estão proibidos de serem fabricados, comercializados, distribuídos, divulgados ou utilizados no Brasil.
Consequências para a Maxx Química e para consumidores
Com a proibição em vigor, a empresa não pode mais operar normalmente até que comprove que ajustou seus processos e infraestrutura às normas exigidas. Somente após nova vistoria e avaliação favorável será possível retomar as atividades.
Para consumidores, isso significa que produtos da marca devem ser removidos dos estoques, prateleiras e circulação até segunda ordem. Aqueles que adquiriram os itens suspensos devem buscar orientação sobre devolução ou recall, conforme instruções da Anvisa ou das autoridades locais.
Essa ação reforça a importância de adquirir cosméticos e soluções de limpeza que possuam registro válido e aprovação sanitária no Brasil. O registro existe exatamente para proteger o usuário — garantindo que o produto foi inspecionado, que sua formulação está documentada e que os processos de fabricação seguem normas de segurança.
Um pouco mais sobre o controle sanitário de cosméticos
No Brasil, toda empresa que fabrica, importa ou comercializa cosméticos e saneantes deve seguir normas rígidas estabelecidas por órgãos como a Anvisa. As empresas devem comprovar:
- Processo de fabricação adequado, com ambiente controlado
- Documentação de qualidade e segurança dos componentes
- Registro ou notificação dos produtos (dependendo da categoria)
- Monitoramento após o lançamento (vigilância sanitária pós-mercado)
Quando essas obrigações não são atendidas, o órgão regulador pode agir com advertência, suspensão ou até proibição definitiva.
A suspensão dos produtos da Maxx Química pela Anvisa evidencia novamente que fiscalização e controle sanitário são ferramentas essenciais para proteger a saúde pública. A decisão torna-se alerta para empresas e consumidores: comprar somente produtos autorizados e exigir transparência nas certificações.
Se quiser conferir todos os detalhes da Resolução RE nº 4.041 ou o teor completo da ação da Anvisa, basta acessar o portal oficial da agência e consultar o Diário Oficial da União.