A partir de 1º de novembro de 2025, contratos a partir de 2018 poderão ser revistos digitalmente até dezembro de 2026 com parcelamento e perdão de juros
A partir de sábado, 1º de novembro de 2025, os estudantes que possuem contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) firmados a partir de 2018 poderão iniciar o processo de renegociação de suas dívidas. A iniciativa do Ministério da Educação (MEC) tem como objetivo oferecer condições mais favoráveis para quem está em atraso e precisa colocar as contas em dia.
Quem pode participar
Para ter direito à renegociação, o estudante precisa cumprir três condições principais:
- Contrato assinado a partir de 2018 (fase “Novo FIES”).
- Estar na fase de amortização do contrato — ou seja: já concluiu o curso e iniciou os pagamentos.
- Estar com parcelas em atraso há mais de 90 dias até 31 de julho de 2025.
Estima-se que aproximadamente 160 mil estudantes, com cerca de R$ 1,8 bilhão em saldo devedor, sejam elegíveis para esse acordo.
Quais são as condições da renegociação
A nova rodada de renegociação prevê algumas vantagens relevantes:
- Parcelamento do saldo devedor em até 180 vezes (o equivalente a 15 anos).
- Perdão de 100% dos juros e multas de atraso para os contratos elegíveis.
- Parcela mínima de R$ 200 (exceto se o valor da dívida for menor).
- Formalização por meio de termo aditivo ao contrato original.
- O processo será 100% digital, via app “FIES Caixa” ou site da Caixa Econômica Federal.
Importante ressaltar: a renegociação não abrange valores de coparticipação com a instituição de ensino, seguros prestamistas e tarifas bancárias — esses débitos devem ser negociados diretamente com a instituição de ensino superior.
Por que isso está sendo oferecido
O programa FIES, criado em 2001 pela Lei 10.260/2001, destinava-se a financiar graduações em instituições privadas para estudantes com renda familiar limitada. A nova fase do programa (a partir de 2018) trouxe modalidades como juros zero para quem tem menor renda.
Com o acúmulo de inadimplência de contratos assinados no novo regime, o governo decidiu abrir esse mecanismo de renegociação para facilitar a regularização e dar fôlego a ex-estudantes que se formaram mas ainda não conseguiram quitar o financiamento.
Impactos e o que muda na prática
Para o estudante, a medida representa uma oportunidade de:
- Retomar o nome limpo ou evitar que a dívida se agrave ainda mais.
- Reduzir o valor final da dívida, graças ao perdão de encargos e à diluição em longo prazo.
- Ter mais previsibilidade financeira com parcelas menores.
Para o sistema educacional e financeiro, isso pode significar:
- Menos contratos inadimplentes, aliviando o impacto sobre bancos e garantidores.
- Maior participação de ex-estudantes no pagamento e menos contingências para o programa.
- Possibilidade de o FIES retomar seu papel como instrumento de acesso à educação de forma mais sustentável.
Atenção aos prazos e recomendações
- O prazo para aderir à renegociação vai de 1º de novembro de 2025 até 31 de dezembro de 2026.
- É importante que o estudante verifique seu contrato, identifique se está inadimplente conforme o critério (> 90 dias) e se assina contrato a partir de 2018.
- Mesmo ao aderir, devem ficar atentas às dívidas que ficaram de fora da renegociação (como coparticipação, tarifas, seguros).
- Verificar via aplicativo ou site da Caixa as instruções para formalizar o acordo e evitar que a situação se prolongue ou gere restrições de crédito.
- Considerar buscar orientação financeira para entender o impacto da diluição em até 180 parcelas.