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O que muda agora após a proibição de substâncias tóxicas nos esmaltes em gel

Imagem: Reprodução
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Com o veto ao TPO e ao DMPT, o mercado de beleza passa por ajustes, e salões, profissionais e consumidoras precisam se adaptar às novas regras e alternativas mais seguras.

Após a recente decisão da Anvisa de proibir o uso das substâncias TPO e DMPT nos esmaltes e géis usados na técnica de unhas em gel, o setor de beleza vive um momento de reorganização. A medida, que reforça a preocupação com a segurança de consumidoras e profissionais, muda a forma como a esmaltação em gel será produzida, vendida e aplicada a partir de agora.

A técnica de unhas em gel continua permitida no Brasil, mas os produtos que contêm os compostos banidos devem sair do mercado em até 90 dias. A partir do fim desse prazo, nenhum distribuidor, salão, loja ou profissional poderá utilizar itens com as substâncias proibidas — e os fabricantes terão que reformular suas linhas para atender à nova regulamentação.

Como a decisão afeta os salões e as profissionais de beleza

A rotina de manicures e salões está passando por ajustes imediatos. Muitos profissionais precisam revisar seus estoques, verificar rótulos e substituir produtos que contenham TPO e DMPT. Para quem trabalha exclusivamente com técnicas de gel, esse período de transição exige atenção redobrada — principalmente porque a fiscalização será intensificada após o prazo determinado.

Além disso, salões que utilizam marcas importadas devem estar atentos, já que muitas empresas estrangeiras ainda usam os compostos proibidos no Brasil. Isso significa que a compra de produtos no exterior pode se tornar arriscada e sujeita a penalidades.

O que muda para as consumidoras

Para quem faz unhas em gel com frequência, a proibição não impede a continuidade da técnica, mas traz mudanças importantes:

  • Maior segurança: com produtos reformulados, diminui o risco de alergias, reações químicas e exposição a agentes potencialmente cancerígenos ou tóxicos.
  • Transparência nas formulações: agora, será mais comum encontrar rótulos detalhados, já que as marcas terão que se adequar às exigências da Anvisa.
  • Período de adaptação: até que todos os produtos sejam reformulados, consumidoras podem encontrar variação na durabilidade e na resistência dos géis.

Dermatologistas orientam que, mesmo com as mudanças, a técnica só deve ser feita em locais bem ventilados e com profissionais capacitados, já que outros componentes — como os acrilatos — também podem causar irritações ou sensibilização, dependendo da pele de cada pessoa.

Como o mercado está se adaptando

A indústria da beleza acelerou pesquisas e desenvolvimentos para substituir os fotoiniciadores proibidos por alternativas mais seguras. Entre elas estão:

  • BAPO, já usado em alguns países como opção menos tóxica.
  • TPOL, com características semelhantes ao TPO, porém estruturado para ser mais seguro.
  • Fotoiniciadores orgânicos, uma aposta crescente para marcas que buscam produtos mais sustentáveis e menos agressivos.

Especialistas acreditam que, a médio prazo, os novos produtos poderão até oferecer melhores resultados estéticos, já que a reformulação leva muitas marcas a modernizar suas linhas de gel.

Por que essa fase de transição é tão importante

A decisão da Anvisa não foi pensada apenas como uma proibição, mas como uma reorganização do mercado. O foco é garantir que, daqui em diante, todas as etapas da esmaltação em gel — produção, venda e aplicação — sigam padrões de segurança mais rígidos.

Para as profissionais, isso significa trabalhar com materiais cada vez mais adequados e confiáveis. Para as consumidoras, mais proteção. E para o setor de beleza como um todo, uma nova fase que promete mais transparência e responsabilidade.