Órgão esclarece que mensagens circulando nas redes sociais sobre nova cobrança em transações bancárias e Pix são falsas; entenda o que é real.
Se você recebeu uma mensagem no WhatsApp ou viu algum vídeo alarmante dizendo que o governo vai começar a morder uma fatia de todas as suas transferências bancárias acima de R$ 5 mil, pode respirar fundo: é mentira. A Receita Federal emitiu um comunicado oficial nesta segunda-feira (29) para desmentir categoricamente o boato que ganhou força nas redes sociais nos últimos dias do ano.
A notícia falsa, que se espalhou como pólvora, afirmava que a partir de 2026 qualquer transação financeira, seja via TED, DOC ou Pix, que ultrapassasse o valor de R$ 5.000,00, seria automaticamente taxada. O boato ainda usava termos técnicos confusos para tentar dar veracidade ao golpe, assustando pequenos empreendedores e pessoas físicas que movimentam valores para pagamentos de contas e fornecedores.
O que diz a Receita Federal
Em nota oficial, o órgão foi direto ao ponto: não existe qualquer nova norma, decreto ou projeto de lei que preveja a criação de um imposto sobre o fluxo de transferências de valores específicos. A Receita reiterou que o sistema tributário brasileiro não funciona dessa forma e que qualquer mudança desse tipo precisaria passar por aprovação no Congresso Nacional, o que jamais aconteceu.
O que existe, na verdade — e que muitas vezes é usado de forma distorcida pelos criadores de fake news — é a obrigatoriedade de as instituições financeiras informarem à Receita a movimentação global dos clientes, mas isso serve para o cruzamento de dados na declaração do Imposto de Renda, e não para criar uma taxa imediata sobre o dinheiro que sai da sua conta.
Por que essas notícias falsas aparecem agora?
Geralmente, o final de ano é um período fértil para a disseminação de boatos econômicos, já que muitas pessoas estão focadas em fechamento de contas, planejamento para o ano seguinte e o tema “impostos” gera muita ansiedade. Especialistas em segurança digital explicam que essas mensagens são desenhadas para causar pânico e, muitas vezes, servem como porta de entrada para golpes de phishing, onde links maliciosos são enviados prometendo “isenção” ou “consultoria” para fugir da suposta taxa.
Como se proteger da desinformação
Para não cair em ciladas, a orientação é simples:
- Verifique a fonte: Sempre busque informações em canais oficiais do governo ou em portais de notícias de credibilidade.
- Desconfie de textos alarmistas: Mensagens com muitos pontos de exclamação, erros de português ou pedidos de “compartilhamento urgente” são características típicas de notícias falsas.
- Não compartilhe sem ler: Na dúvida, não repasse a informação para seus contatos.
A Receita Federal reforçou que está monitorando a origem desses boatos e que continua trabalhando para simplificar a vida do contribuinte, e não para criar barreiras em transações cotidianas que já fazem parte do dia a dia do brasileiro.