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Anvisa Aprova Injeção Semestral que Previne o HIV com Eficácia de Quase 100%

Foto: Reprodução (Nano Banana/Google imagem)
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Nova medicação, que requer apenas duas doses por ano, promete transformar a prevenção ao vírus no Brasil e facilitar a vida de quem busca proteção duradoura.

Uma notícia histórica movimentou o setor de saúde no Brasil nesta segunda-feira (12). A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu sinal verde para o uso do Lenacapavir (nome comercial Sunlenca), um medicamento injetável revolucionário voltado para a prevenção do HIV. A grande novidade não está apenas na sua potência, mas na praticidade: a proteção é garantida com apenas uma aplicação embaixo da pele a cada seis meses.

Diferente do método tradicional de prevenção (a PrEP oral), que exige que a pessoa tome um comprimido todos os dias sem falta, o Lenacapavir simplifica tudo. Nos estudos clínicos realizados ao redor do mundo, os resultados foram impressionantes. Em mulheres cisgênero, a eficácia foi de 100% — ou seja, nenhum caso de infecção foi registrado no grupo que usou a injeção. Em uma população mais diversa, que incluiu homens cis e pessoas trans, a eficácia ficou em torno de 96%, superando significativamente a proteção oferecida pelos comprimidos diários.

Como funciona essa “blindagem”?

O Lenacapavir atua de um jeito diferente dos remédios comuns. Ele é um inibidor de capsídeo, o que significa que ele ataca a “armadura” do vírus HIV. Ao desestruturar essa proteção, o medicamento impede que o vírus se replique e se instale no organismo. Por ter uma ação prolongada, o corpo consegue manter níveis seguros da substância por muito tempo, permitindo que o intervalo entre as doses seja de meio ano.

O que muda para o brasileiro?

A aprovação pela Anvisa é o primeiro passo para que o remédio chegue às farmácias e, futuramente, ao sistema público. Especialistas apontam que essa tecnologia é um divisor de águas, especialmente para quem tem dificuldade em manter a rotina de medicação diária por conta da correria, viagens ou até pelo estigma de carregar comprimidos.

Apesar da euforia, o próximo desafio é o custo. Nos Estados Unidos, o tratamento anual chega a custar 28 mil dólares. No Brasil, o preço ainda será definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Além disso, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) precisará avaliar se o medicamento será oferecido gratuitamente na rede pública, como já acontece com as outras formas de PrEP.

A chegada do Sunlenca reforça a chamada “prevenção combinada”, mostrando que o Brasil continua na vanguarda do combate ao HIV, oferecendo mais autonomia e segurança para a população.