google.com, pub-6509141204411517, DIRECT, f08c47fec0942fa0

Revista Nova Imagem - Portal de Notícias

Nos acompanhe pelas redes sociais

Ministério da Saúde decide não incluir vacina contra Herpes Zoster no SUS

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

A decisão foi baseada no alto custo do imunizante e no impacto financeiro para o governo; entenda o que é a doença e quem ainda pode tentar a vacinação gratuita em casos específicos.

O Ministério da Saúde publicou oficialmente a decisão de não incorporar a vacina contra a Herpes Zoster, conhecida como “cobreiro”, ao Calendário Nacional de Vacinação do SUS. A medida, que já era discutida por órgãos técnicos, foi confirmada através do Diário Oficial da União nesta quarta-feira (14). A decisão frustra a expectativa de muitos idosos e profissionais de saúde, que viam na vacina uma forma de prevenir uma doença que causa dores crônicas e severas.

A análise foi feita pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS). O principal motivo para a negativa não foi a eficácia do imunizante — que é reconhecidamente alta —, mas sim o custo-benefício. Segundo o Ministério, o preço cobrado pela farmacêutica para a compra em larga escala ainda é muito elevado, o que comprometeria o orçamento público de forma insustentável no momento.

O que é a Herpes Zoster e por que ela preocupa?

A Herpes Zoster é causada pelo vírus Varicela-Zoster, o mesmo da catapora. Quem já teve catapora em algum momento da vida carrega o vírus “adormecido” no sistema nervoso. Com o envelhecimento ou a queda da imunidade, esse vírus pode “acordar”, causando erupções na pele, bolhas e uma dor latejante e intensa.

O maior perigo é a chamada neuralgia pós-herpética, uma complicação que faz com que a dor persista por meses ou até anos após as feridas terem cicatrizado, afetando drasticamente a qualidade de vida da pessoa.

Existe alguma exceção para tomar a vacina no SUS?

Embora a vacina não tenha sido liberada para o público em geral (pessoas acima de 50 ou 60 anos), o SUS ainda oferece o imunizante em situações muito específicas através dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs). Atualmente, têm direito à vacinação gratuita:

  • Pessoas com mais de 18 anos que realizaram transplante de medula óssea ou órgãos sólidos.
  • Pessoas vivendo com HIV/Aids.
  • Indivíduos imunossuprimidos por conta de doenças ou tratamentos específicos.

Para os demais grupos, a vacina Shingrix (atualmente a mais eficaz disponível no mercado) segue disponível apenas na rede privada, onde o esquema vacinal de duas doses pode custar entre R$ 1.600 e R$ 2.000, dependendo da região. O governo informou que continuará monitorando os preços e novas evidências para, quem sabe no futuro, reavaliar a inclusão.