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Arte e devoção: Mostra “Um Espelho para Iemanjá” celebra a Rainha do Mar em Salvador

Ana Kruschewsky
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Com 18 obras inéditas e acesso gratuito, a exposição une o Rio Vermelho e o Santo Antônio Além do Carmo em uma homenagem poética à divindade das águas.

Quem vive em Salvador sabe que o dia 2 de fevereiro não é apenas uma data no calendário; é um estado de espírito. Em 2026, as homenagens à Rainha do Mar ganham um toque artístico ainda mais especial com a 5ª edição da mostra “Um Espelho para Iemanjá”. O projeto, que já se tornou uma tradição paralela aos festejos, traz este ano uma proposta fascinante: o uso do espelho — símbolo clássico de vaidade e reflexão da divindade — como elemento central de 18 obras inéditas.

A exposição é itinerante e conecta dois dos bairros mais charmosos e culturais da capital baiana. O ponto de partida oficial acontece no dia 30 de janeiro, com um vernissage no restaurante La Lupa, no Santo Antônio Além do Carmo. Já no dia 2 de fevereiro, o ponto alto da celebração acontece no coração do Rio Vermelho, onde as obras serão exibidas no pátio externo da Casa de Iemanjá, permitindo que os fiéis e turistas apreciem a arte enquanto entregam seus balaios e pedidos.

O que ver na exposição?

Sob a curadoria de Mário Edson, a mostra reúne um elenco diverso de artistas, como Ana Kruschewsky, Claudio das Virgens, Lu Peixoto e Pablo Araújo, entre outros nomes que trazem diferentes linguagens — da fotografia à pintura e instalações. O objetivo é mostrar que Iemanjá é múltipla: ela é a mãe que acolhe, a força que renova e o reflexo de cada um de nós.

Além das obras na Casa de Iemanjá no dia da festa, o público poderá conferir a mostra completa no Restaurante La Lupa (Rua Direita de Santo Antônio, 491) durante todo o mês, de terça a domingo, das 12h às 22h. É uma oportunidade única de vivenciar o sagrado através do olhar sensível de artistas locais que respiram o axé da Bahia.

Se você está planejando ir ao Rio Vermelho no dia 2, não deixe de passar pela mostra. É um convite para parar por alguns minutos, olhar-se no “espelho de Iemanjá” e se conectar com a beleza que transborda das nossas águas e da nossa cultura.