Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) reforça a importância da vigilância após confirmações em Salvador e Camaçari; autoridades buscam evitar a propagação do vírus.
O ano de 2026 começa com um sinal de alerta para a saúde pública na Bahia. A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) confirmou, nesta semana, os dois primeiros casos de Mpox registrados em território baiano neste ano. As ocorrências foram identificadas em Salvador e em Camaçari, na Região Metropolitana, colocando as equipes de vigilância epidemiológica em prontidão para monitorar possíveis novos focos da doença.
Além dos casos já confirmados, o estado lida com outros registros que seguem sob investigação laboratorial. A Mpox, que anteriormente era conhecida popularmente como “varíola dos macacos”, é uma doença viral que exige cuidados específicos e isolamento para evitar o contágio. A transmissão ocorre, principalmente, pelo contato direto com as lesões de pele de uma pessoa infectada, por gotículas respiratórias ou pelo contato com materiais contaminados, como roupas de cama e toalhas.
O que dizem as autoridades e como se prevenir
A diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado informou que os pacientes confirmados estão sendo acompanhados e que o protocolo de isolamento foi estabelecido prontamente. É importante ressaltar que, embora a doença possa assustar, o diagnóstico precoce é a melhor ferramenta para o controle. Os principais sintomas que devem ser observados pela população incluem:
- Aparecimento de erupções cutâneas ou lesões na pele (que podem começar como manchas e virar bolhas);
- Febre súbita;
- Dores de cabeça e no corpo;
- Ínguas (linfonodos inchados), que são um diferencial importante desta doença;
- Calafrios e exaustão.
O Ministério da Saúde reforça que, ao notar qualquer um desses sinais, o cidadão deve procurar uma unidade de saúde imediatamente e evitar o contato próximo com outras pessoas até que o diagnóstico seja descartado. Na Bahia, o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-BA) está equipado para realizar os testes necessários com agilidade.
A Sesab também destaca que a Bahia segue as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), mantendo a busca ativa por contatos das pessoas infectadas para interromper a cadeia de transmissão o quanto antes. O momento é de atenção, mas sem pânico, focando na higiene das mãos e no cuidado ao compartilhar objetos de uso pessoal.