Transferida para o interior do estado após prisão preventiva, a advogada e influenciadora digital precisará remover o alongamento capilar e piercings por determinação de segurança das autoridades prisionais.
A rotina da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra sofreu novas alterações após sua transferência para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, localizada no interior de São Paulo. De acordo com informações repassadas por policiais penais da unidade, Deolane terá que retirar o mega hair de seu cabelo. O procedimento administrativo é considerado padrão para todas as detentas que dão entrada no estabelecimento prisional.
Segundo os relatos dos agentes penitenciários, a remoção do alongamento capilar é adotada estritamente por questões de segurança interna. No jargão técnico da administração carcerária, a presença desse tipo de extensão nos fios é classificada como um elemento que oferece “risco de fuga” — uma regra preventiva geral do sistema que visa impedir a ocultação de objetos ou facilitação de ações proibidas. Pelo mesmo motivo de segurança e higiene, o uso de piercings também é totalmente proibido dentro das dependências do presídio.
A influenciadora está sob prisão preventiva no âmbito de uma investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro. Atualmente, Deolane ocupa uma ala especial da unidade conhecida como Estado-Maior, um direito garantido pelo Estatuto da Advocacia para profissionais inscritos na OAB que ainda não possuem condenação definitiva. Ela está alojada individualmente em uma cela de aproximadamente 9 metros quadrados, totalmente separada do pavilhão comum e sem qualquer contato com a população carcerária geral.
Apesar das condições de isolamento previstas em lei para sua categoria profissional, as regras de convivência seguem o padrão do estado. A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) reforçou publicamente que todos os detentos do estado de São Paulo estão rigidamente submetidos às mesmas normas institucionais. Com isso, Deolane já veste o uniforme padrão fornecido pelo sistema carcerário paulista e utiliza os mesmos itens básicos de hotelaria distribuídos para as demais detentas, como cobertores, lençóis, toalhas e travesseiros.