Entidade máxima do futebol estuda novo formato gigante após aprovação do modelo com 48 países; decisão final deve ser tomada nos próximos meses
A Federação Internacional de Futebol (Fifa) está considerando uma nova e drástica transformação no formato do maior torneio de futebol do planeta. Após aprovar a expansão da Copa do Mundo de 32 para 48 países a partir da edição de 2026, a entidade admitiu publicamente que estuda ampliar ainda mais o torneio para 64 seleções já em 2030, ano em que o Mundial celebrará o seu centenário.
A proposta de expansão ganha força nos bastidores da entidade com a justificativa de tornar o torneio ainda mais inclusivo e global. Caso o projeto seja aprovado, o número de nações participantes em 2030 passará a representar quase um terço de todos os países filiados à Fifa. A edição centenária, que já possui uma sede multinacional inédita dividida entre Espanha, Portugal e Marrocos — com partidas comemorativas de abertura na Argentina, Uruguai e Paraguai —, ganharia uma dimensão logística e de mercado sem precedentes no esporte.
Os defensores da mudança apontam o impacto financeiro positivo, o aumento exponencial na arrecadação com direitos de transmissão e patrocínios, além da oportunidade histórica para seleções de menor tradição garantirem vaga inédita no Mundial. Por outro lado, a ideia também desperta debates e preocupações entre federações locais e clubes. Os críticos apontam o risco de sobrecarga no calendário internacional de jogos e a possível perda de competitividade na fase de grupos do torneio.
A diretoria e os comitês técnicos da Fifa devem realizar estudos de viabilidade logística e financeira nas próximas semanas. A expectativa é que a proposta seja levada para votação oficial do Conselho da entidade antes do encerramento das diretrizes organizacionais para o torneio de 2030.