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Desde “WAKA WAKA”: A Busca da Copa do Mundo por um Novo Hino que Marque Gerações

YouTube/ Reprodução
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Desde o sucesso estrondoso de “Waka Waka” em 2010, a Fifa enfrenta o desafio de criar uma música oficial que capture a alma do torneio e caia no gosto do povo de forma unânime.

A Copa do Mundo é um evento que mexe com as emoções de bilhões de pessoas ao redor do planeta, e a música sempre desempenhou um papel fundamental em traduzir essa paixão em som. No entanto, a organização do torneio de 2026 depara-se com um grande desafio que se arrasta há anos: como criar um novo hino geracional para o futebol? A última vez que o mundo cantou em uma só voz e de forma verdadeiramente unânime foi em 2010, com o estrondoso sucesso de “Waka Waka (This Time for Africa)”, interpretado pela cantora colombiana Shakira na Copa da África do Sul.

Desde então, a Fifa tem tentado repetir a receita do sucesso, mas esbarra em um cenário cultural e tecnológico muito diferente daquele de 16 anos atrás. A fragmentação do consumo de música pelas plataformas de streaming e a velocidade das redes sociais mudaram a forma como as canções se tornam populares. Se no passado uma única música oficial dominava as rádios e as transmissões de TV de ponta a ponta, hoje as faixas oficiais competem com músicas de torcidas que viralizam organicamente e com as preferências descentralizadas dos próprios usuários em aplicativos de vídeos curtos.

Os hinos recentes da Copa do Mundo têm buscado misturar ritmos globais, unindo artistas de diferentes nacionalidades e estilos — do hip-hop ao pop latino e à música eletrônica. No entanto, muitos desses lançamentos acabam soando artificiais ou não conseguem criar a conexão emocional necessária com o público das arquibancadas. Essa dificuldade em emplacar uma “trilha sonora universal” mostra que, no futebol moderno, a paixão e a identidade cultural das ruas não podem ser fabricadas apenas dentro de um escritório de marketing. O desafio de encontrar a canção perfeita que defina esta nova era do futebol com 48 seleções continua aberto.