Pesquisa aponta desconhecimento sobre a rapidez da doença; entre jovens de 15 a 25 anos, apenas 10% sabem que a infecção pode evoluir rapidamente para a morte
Uma pesquisa global revelou que, embora 89% dos pais brasileiros considerem a meningite meningocócica uma doença grave, apenas 19% sabem que a infecção pode evoluir para a morte em poucas horas. Entre adolescentes e jovens adultos de 15 a 25 anos, o conhecimento sobre essa possibilidade é ainda menor: apenas 10% reconhecem a rapidez com que a doença pode evoluir.
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (5), Dia Mundial da Meningite. O levantamento também ocorre em um momento em que, segundo informações citadas na reportagem, o sorogrupo B é o mais predominante no Brasil desde 2023.
A pesquisa mostrou ainda que 21% dos pais acreditam que a meningite já começa com sintomas graves e evidentes. No entanto, os primeiros sinais podem ser confundidos com outras infecções. Febre, dor de cabeça e vômitos estão entre os sintomas que podem aparecer no início da doença.
Outro ponto destacado pelo levantamento é o conhecimento sobre vacinação. Apenas 29% dos pais e 24% dos jovens entrevistados reconhecem adolescentes e jovens adultos como grupos recomendados para vacinação contra a meningite. Entre os pais de crianças que não estão vacinadas, 30% afirmaram esperar que o assunto seja abordado durante consultas médicas.
Pesquisa ouviu mais de 6 mil pessoas
O levantamento foi realizado pela Human8, a pedido da biofarmacêutica GSK, por meio de entrevistas quantitativas e on-line. Ao todo, foram ouvidas 6.003 pessoas na Argentina, Austrália, Brasil, França, Itália e Espanha.
No Brasil, participaram 1.001 pessoas: 501 pais de crianças e adolescentes de 0 a 18 anos e 500 jovens entre 15 e 25 anos. Os dados foram coletados entre 20 de maio e 12 de junho de 2026.
Segundo a pesquisa, os resultados reforçam a necessidade de ampliar o conhecimento sobre os sinais da meningite, sua rápida evolução e as formas de prevenção. A vacinação é uma das medidas preventivas relacionadas à doença, conforme recomendação para cada faixa etária e situação individual.