Craque português afirma que treinador não cumpriu acordo sobre sua participação nos jogos e admite que saída da concentração foi um erro
Cristiano Ronaldo se manifestou nesta terça-feira (6) sobre a crise envolvendo o técnico Jorge Jesus na seleção portuguesa. Em um longo comunicado, o atacante apresentou sua versão sobre os acontecimentos que culminaram em sua saída da concentração durante a Data Fifa e afirmou que houve uma quebra de confiança por parte do treinador.
Segundo Cristiano, antes dos jogos desta Data Fifa, ele e Jorge Jesus haviam conversado sobre um planejamento para sua participação nas partidas. O jogador afirma que o combinado previa que ele atuaria no primeiro e no último jogo do período, com alterações na equipe por questões de gestão física.
No dia do confronto contra a Noruega, porém, Cristiano foi informado de que poderia atuar por cerca de 30 minutos. Ele aceitou a mudança, apesar de ela não fazer parte de seu planejamento de recuperação. O atacante entrou no aquecimento no segundo tempo, mas não chegou a ser utilizado.
Cristiano afirmou que esperava que Jorge Jesus explicasse publicamente o que havia acontecido. De acordo com o jogador, os dois conversaram posteriormente e chegaram a um entendimento sobre como o episódio seria esclarecido em uma entrevista coletiva.
O atacante, no entanto, considerou que a postura do treinador na coletiva foi diferente daquela apresentada na conversa particular. Cristiano classificou a situação como uma quebra de confiança e decidiu deixar a concentração da seleção portuguesa.
Comparação com Pelé e Maradona
Em seu comunicado, Cristiano também revelou que Jorge Jesus teria reconhecido o erro de colocá-lo para aquecer e depois não utilizá-lo. Segundo o jogador, entre as declarações que o treinador havia se comprometido a fazer estava a afirmação de que havia sido um erro colocar “alguém da dimensão de Pelé ou Maradona” para aquecer sem entrar em campo.
A comparação repercutiu nas redes sociais e provocou reações de internautas. Embora Cristiano seja considerado um dos maiores jogadores da história, parte do público considerou exagerada a comparação com Pelé e Maradona.
Cristiano pede desculpas e mantém portas abertas
O jogador também reconheceu que errou ao deixar a concentração e pediu desculpas aos companheiros, aos portugueses e aos torcedores por sua atitude. Ele ainda lamentou não ter cumprimentado os torcedores após a partida contra a Noruega.
Apesar do conflito, Cristiano Ronaldo afirmou que não pretende abandonar definitivamente a seleção. O atacante declarou que estará disponível para futuras convocações, desde que esteja fisicamente bem, atuando por seu clube e após cumprir eventual suspensão aplicada pela Federação Portuguesa de Futebol.
Cristiano também afirmou que aceita ser punido pela saída da concentração e reconheceu que, como capitão da equipe, suas atitudes devem ter consequências.
A crise começou depois que o atacante ficou no banco e não entrou em campo contra a Noruega, apesar de ter feito o aquecimento durante o segundo tempo. O episódio gerou especulações sobre seu futuro na seleção, mas o próprio jogador deixou claro que continua disposto a defender Portugal.