Baiana mantinha tradicionais pontos de venda no Rio Vermelho e na Graça. Ela começou a trabalhar com acarajé aos 19 anos e construiu uma trajetória de cinco décadas dedicada à tradição familiar.
Regina dos Santos Conceição, conhecida como Regina do Acarajé, morreu nesta segunda-feira (19), aos 74 anos, em Salvador. Tradicional na venda de acarajé na capital baiana, ela mantinha pontos de comercialização nos bairros do Rio Vermelho e da Graça. A morte foi comunicada pela família nas redes sociais.
Segundo informações fornecidas pelos familiares ao portal Alô Alô Bahia, Regina enfrentava problemas de saúde. Ela apresentou um quadro de bradicardia e permaneceu duas semanas entubada. Durante a internação, desenvolveu uma escara considerada grave. Após receber alta, precisou ser hospitalizada novamente por causa de uma infecção provocada pela lesão. De acordo com a família, a complicação agravou os problemas de saúde que ela já apresentava.
Tradição familiar e cinco décadas de história
A relação de Regina com o acarajé começou quando ela tinha 19 anos. Neta de uma baiana de acarajé que trabalhava em Pituaçu, em Salvador, ela deu continuidade à tradição da família e construiu uma trajetória de aproximadamente 50 anos à frente de dois tradicionais pontos de venda na cidade.
O trabalho de Regina também movimentava a economia local, com cerca de 30 pessoas atuando nos estabelecimentos.
Após a confirmação da morte, familiares publicaram uma homenagem nas redes sociais, destacando a fé, a força e o carinho da baiana. Na mensagem, ela foi lembrada como mãe, avó, amiga e exemplo para a família.
A homenagem também ressaltou as lembranças deixadas por Regina e a importância dos momentos compartilhados ao longo da vida. A família expressou tristeza pela perda, acompanhada de gratidão pela história construída ao lado dela.
Velório
O velório de Regina do Acarajé está previsto para esta terça-feira (20), a partir das 12h, no Cemitério Bosque da Paz, em Salvador.
A trajetória da baiana se confunde com a história de uma tradição que faz parte da identidade cultural da Bahia. Ao longo de cinco décadas, seu trabalho ajudou a manter viva a presença do acarajé nas ruas da capital baiana.