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Democratas aparecem à frente dos republicanos em pesquisas às vésperas das eleições nos EUA

REUTERS/Tim Evans
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Levantamentos indicam avaliação mais favorável ao Partido Democrata a dois dias das eleições de meio de mandato. Enquanto isso, Donald Trump questiona a integridade do processo eleitoral e faz acusações contra democratas e imigrantes em comício em Iowa.

A dois dias das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para terça-feira (3 de novembro), o Partido Democrata aparece com avaliação mais favorável que o Partido Republicano em diferentes pesquisas de opinião. Os levantamentos foram reunidos pelo Poder360 e mostram um cenário de insatisfação dos eleitores com as duas legendas, embora os democratas apresentem resultados melhores na comparação.

De acordo com a média mais recente do agregador RealClearPolling, os democratas registram 40,2% de avaliação favorável e 54,9% de desfavorável. Já os republicanos aparecem com 37,7% de avaliação favorável e 58% de desfavorável.

A diferença também aparece em outros levantamentos. Pesquisas realizadas por ABC News/Washington Post/Ipsos, Fox News, CNN e NBC News Decision Desk mostram avaliações mais positivas para os democratas. A exceção é a pesquisa Economist/YouGov, realizada entre 23 e 26 de outubro, que aponta empate entre os partidos, com 45% de avaliação favorável para cada um.

É importante destacar que esses números medem a imagem dos partidos perante os eleitores, e não representam diretamente a intenção de voto ou uma previsão do resultado das eleições.

O que está em jogo nas eleições

Conhecidas como midterms, as eleições de meio de mandato acontecem a cada dois anos, durante o período intermediário de uma gestão presidencial. Neste pleito, serão renovadas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado americano.

O resultado poderá alterar a composição do Congresso e influenciar a capacidade de Donald Trump de conduzir seu governo até o fim do mandato, previsto para janeiro de 2029.

A participação dos eleitores também chama atenção. Segundo dados do Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida, mais de 53 milhões de americanos já haviam registrado seus votos antecipadamente.

Trump questiona a segurança do processo eleitoral

Em meio à disputa, o presidente Donald Trump voltou a colocar em dúvida a integridade das eleições. Durante um comício realizado no domingo (1º), em Dubuque, no estado de Iowa, ele fez declarações sobre a participação de imigrantes somalis no processo eleitoral e acusou democratas do Alasca de envolvimento em suposta fraude.

Trump afirmou que grupos de imigrantes somalis estariam tentando interferir nas eleições e declarou que os integrantes dessa comunidade votariam conforme fossem orientados. Também acusou democratas no Alasca de organizar uma estratégia para dividir os votos por meio do recrutamento de um candidato.

As declarações foram feitas sem apresentação de provas que confirmassem as acusações. O discurso ocorreu horas depois de um juiz federal rejeitar uma ação do Departamento de Justiça que buscava atrasar a certificação da eleição para o Senado no Alasca.

O presidente também já havia sido questionado sobre o reconhecimento dos resultados eleitorais. Na ocasião, afirmou que respeitaria o resultado caso considerasse que a votação tivesse sido honesta.

Com a proximidade do pleito, a disputa pelo controle do Congresso americano ganha importância para o futuro político do governo Trump. Os resultados das urnas deverão indicar o equilíbrio de forças entre republicanos e democratas nos próximos dois anos.