Nova modalidade torna-se obrigatória para pagamentos recorrentes entre bancos distintos e promete substituir boletos e débitos tradicionais
Nesta segunda-feira, 13 de outubro de 2025, entra em vigor no Brasil o Pix Automático, modalidade criada pelo Banco Central que agora passa a ser obrigatória. Até então facultativa desde junho, a novidade permite que cobranças periódicas — como de luz, água, assinatura e mensalidades — sejam debitadas automaticamente de quem autorizar, mesmo se empresa e cliente estiverem em bancos diferentes.
O que é o Pix Automático e por que ele chega agora
O Pix Automático é uma extensão do sistema Pix para cobranças regulares. Diferente do Pix comum, onde cada pagamento deve ser iniciado pelo usuário, nesta modalidade você autoriza uma única vez e os débitos ocorrem automaticamente nas datas combinadas.
A obrigatoriedade tem o objetivo de substituir, especialmente nos casos em que empresa e cliente usam bancos distintos, o débito automático tradicional e os boletos padronizados — sistemas que exigem convênios e limitações de uso. Com o Pix Automático, basta que o usuário aceite a cobrança uma vez no app bancário; depois disso, o sistema executa os pagamentos programados.
Como vai funcionar na prática
Empresas ou prestadores de serviço (inclusive MEIs) poderão propor o Pix Automático a seus clientes.
O cliente, por sua vez, precisa autorizar essa cobrança uma única vez, definindo periodicidade (mensal, semanal etc.), valores ou tolerância (um teto máximo) e limites.
É possível cancelar ou ajustar a autorização a qualquer momento pelo aplicativo do banco.
Bancos devem notificar seus clientes e oferecer transparência no funcionamento.
Importante: as instituições financeiras têm até 1° de janeiro de 2026 para se adaptar completamente às novas regras.
O que muda para consumidores e empresas
Para quem paga:
- A necessidade de agir mensalmente para pagar contas recorrentes será reduzida.
- A cobrança pode acontecer qualquer dia da semana, inclusive feriados.
- Quem autoriza tem controle total: define limites, recebe notificações, revisa antes de o débito ocorrer.
- Não há custo extra para pessoas físicas para usar o Pix Automático.
Para empresas ou prestadores:
- Facilita o recebimento, pois não dependerá do pagador usar o mesmo banco.
- Exige apenas adesão, em vez de convênios banco a banco.
- Pode ampliar a base de clientes que antes não usavam boleto ou débito automático.
Riscos, segurança e cautela
Como toda mudança financeira, o Pix Automático traz novos desafios. As instituições devem fazer checagens rigorosas nas empresas que aderirem — histórico, compatibilidade da atividade, cadastro e tempo de funcionamento — para evitar fraudes ou cobranças indevidas.
Se houver débito indevido ou golpes, existe um mecanismo especial chamado Mecanismo Especial de Devolução (MED), que obriga a devolução caso o erro seja da instituição.
Com essa mudança, o Brasil avança na modernização dos meios de pagamento — reduzindo gargalos, aumentando eficiência e promovendo inclusão financeira. Para clientes comuns e empresas, o Pix Automático oferece mais praticidade, mas requer atenção sobre autorizações e segurança.
Fique de olho no portal da Nova Imagem: lá você encontrará guias práticos sobre como usar essa nova modalidade e dicas para evitar problemas.