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Abraço da borboleta: como a técnica pode ajudar a reduzir o estresse e a ansiedade em 5 minutos

Foto: Reprodução
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O “abraço da borboleta” é uma técnica terapêutica simples, mas poderosa, que tem ganhado cada vez mais atenção, especialmente por pessoas em busca de formas rápidas e eficazes para aliviar o estresse e a ansiedade. Com raízes na terapia EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares), a técnica se tornou popular entre celebridades como o Príncipe Harry, que a mencionou em seu documentário “The Me You Can’t See”. Mas, o que é exatamente essa prática e como ela funciona para reduzir a ansiedade?

O que é o abraço da borboleta?

A técnica do abraço da borboleta envolve o movimento das mãos cruzadas sobre o peito, alternando leves batidas nos braços, simulando as asas de uma borboleta. A ação é combinada com a respiração profunda, o que ativa a resposta do sistema nervoso parassimpático, responsável por acalmar o corpo e reduzir os níveis de estresse. A repetição do movimento tem um efeito calmante e pode ajudar a reorganizar os pensamentos de forma mais equilibrada, proporcionando uma sensação imediata de tranquilidade.

De acordo com o psicólogo Alexander Bez, especialista em Ansiedade e Síndrome do Pânico, a técnica pode ser usada como complemento aos tratamentos médicos tradicionais, como psicoterapia e medicamentos, para momentos de crise ou estresse passageiro. Ela não substitui cuidados clínicos, mas pode ser extremamente útil em situações cotidianas de tensão.

Como funciona no cérebro?

O segredo por trás da eficácia do abraço da borboleta está na ativação do sistema nervoso parassimpático e na estimulação bilateral do cérebro. Estudos científicos apontam que essa estimulação, que envolve a ativação simultânea dos hemisférios esquerdo e direito do cérebro, pode ajudar no processamento das emoções e na reorganização de memórias dolorosas ou traumáticas de maneira menos invasiva.

A terapeuta e criadora do EMDR, Francine Shapiro, defendeu a aplicação dessa técnica em terapias para distúrbios de estresse pós-traumático (TEPT). A ativação dos dois hemisférios do cérebro promove uma melhor regulação emocional, o que pode aliviar sintomas como flashbacks e hipervigilância, comuns em transtornos relacionados ao trauma.

Benefícios comprovados da técnica

Pesquisas sobre a técnica do abraço da borboleta mostram resultados promissores em situações de ansiedade, estresse, traumas e crises de pânico. O movimento simples de bater os dedos no braço pode ser útil em momentos de pânico ou angústia, criando uma sensação de controle e alívio imediato. A simplicidade da técnica também contribui para sua popularidade: não exige equipamentos especiais, pode ser feita em qualquer lugar e é adequada para pessoas de todas as idades.

Além disso, a prática tem sido expandida para o uso em contextos como provas, apresentações e outras situações cotidianas que geram tensão e ansiedade, ajudando as pessoas a lidar com esses momentos de forma mais equilibrada e calma.

Como praticar o abraço da borboleta

Para realizar o abraço da borboleta, siga estas etapas simples:

  1. Encontre uma posição confortável: Sente-se ou fique em pé em um lugar tranquilo.
  2. Cruze os braços sobre o peito: Coloque as mãos nos ombros, como se estivesse se abraçando.
  3. Realize o movimento de batida: Com as mãos em seus ombros, bata alternadamente com os dedos, simulando as asas de uma borboleta.
  4. Respire profundamente: Ao mesmo tempo, respire lenta e profundamente, concentrando-se em pensamentos positivos e sensações de alívio.

Este processo pode ser repetido por alguns minutos, ajudando a restaurar a calma e o foco.

Considerações finais

Embora o abraço da borboleta seja uma técnica eficaz para aliviar o estresse e a ansiedade, é importante lembrar que ela deve ser vista como uma ferramenta complementar. Ela não substitui o acompanhamento psicológico ou tratamentos médicos, mas pode ser uma forma acessível e prática de ajudar a lidar com momentos de tensão e emoções intensas. Se você estiver enfrentando crises de ansiedade mais graves ou transtornos psicológicos, é fundamental buscar orientação profissional.

Foto: Pexels/Liza Summer / Bons Fluidos