Filme brasileiro é reconhecido nas categorias de Melhor Filme, Melhor Atriz e Melhor Filme Internacional, marcando presença inédita na premiação.
O cinema brasileiro celebra um marco histórico com o filme “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles, recebendo três indicações ao Oscar 2025: Melhor Filme, Melhor Atriz para Fernanda Torres e Melhor Filme Internacional. Esta é a primeira vez que uma produção nacional concorre à principal categoria da premiação.
Baseado na autobiografia de Marcelo Rubens Paiva, o filme retrata a trajetória de Eunice Paiva, interpretada por Fernanda Torres, que se transforma de dona de casa nos anos 1970 em uma proeminente ativista dos direitos humanos após o desaparecimento de seu marido, o ex-deputado Rubens Paiva, durante a ditadura militar brasileira.
A indicação de Fernanda Torres ao Oscar de Melhor Atriz ocorre 26 anos após sua mãe, Fernanda Montenegro, ser nomeada na mesma categoria por “Central do Brasil” (1998), também dirigido por Walter Salles. Essa coincidência destaca a relevância contínua do talento brasileiro no cenário cinematográfico internacional.
Além do reconhecimento da Academia, “Ainda Estou Aqui” tem alcançado sucesso de bilheteria. Em seu fim de semana de estreia nos Estados Unidos, o filme arrecadou mais de US$ 125 mil, exibido em apenas cinco salas, liderando a média de faturamento por sala com US$ 25 mil. Esse desempenho supera marcas de outros filmes brasileiros lançados no país, como “Cidade de Deus” e “Central do Brasil”.
A crítica especializada tem elogiado a produção. Isabela Boscov destacou a atuação de Fernanda Torres como “fabulosa”, ressaltando sua capacidade de trabalhar em múltiplos níveis emocionais. O filme também foi aclamado por sua abordagem sensível e universal, capaz de ressoar com audiências de diversas nacionalidades.
A cerimônia do Oscar 2025 está marcada para o dia 2 de março, em Los Angeles, com apresentação de Conan O’Brien. “Ainda Estou Aqui” concorre com outros títulos de destaque, incluindo “Emilia Pérez”, que lidera com 13 indicações, e “O Brutalista”, com 10.
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