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Alckmin e governador da Bahia reforçam articulação contra impactos do “tarifaço” dos EUA

Foto: Reprodução
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Sobretaxa de 50% sobre exportações brasileiras mobiliza esforços conjuntos entre governo federal e estados

O governador da Bahia reuniu-se com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, para discutir os efeitos das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros desde 1º de agosto de 2025. O encontro teve como objetivo alinhar estratégias entre o governo federal e lideranças estaduais para enfrentar a medida e minimizar os prejuízos previstos para a economia nacional e regional.

O diálogo focou especialmente nos setores mais vulneráveis da Bahia, como agronegócio, produtos agrícolas e commodities, além do impacto que a sobretaxa pode gerar no mercado de trabalho. Propostas locais serão integradas ao plano nacional de contingência, coordenado por Alckmin, cujo anúncio está previsto para os próximos dias.

O que representa o tarifaço?

O pacote tarifário implementado pelo governo Trump prevê isenções para cerca de 44,6% das exportações brasileiras, preservando segmentos como aeronaves, celulose, energia e suco de laranja. Porém, itens estratégicos como carne bovina, café e frutas foram incluídos na sobretaxa, o que ameaça aproximadamente 36% do volume total exportado aos EUA, segundo estimativas do governo federal. Alckmin destacou que o cenário coloca em risco milhares de empregos e a competitividade de setores-chave do país, demandando respostas rápidas e coordenadas.

Negociações e impasses diplomáticos

Enquanto o Brasil busca soluções, a diplomacia enfrenta desafios. Uma ligação recente entre Alckmin e o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, foi marcada por divergências, evidenciando as dificuldades para reverter unilateralmente a decisão americana. Paralelamente, Alckmin intensificou reuniões com empresários, representantes do setor produtivo e governadores de estados como Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo, que formalizaram pedidos de isenção tarifária para setores críticos, especialmente os agrícolas e alimentícios.

Com a vigência das tarifas já iniciada, o governo brasileiro trabalha para concluir, até o fim deste mês, um plano emergencial que inclua medidas fiscais, linhas de crédito e incentivos tributários aos segmentos mais afetados. Além disso, novas reuniões estão previstas com representantes do Tesouro americano e da Câmara de Comércio dos EUA, buscando preservar o diálogo e impedir que tensões políticas comprometam as relações comerciais.