Cantora contesta tentativa da Farmoquímica de registrar a marca “Anitta” para produtos de beleza, alegando risco de confusão com sua identidade artística
A cantora e empresária Anitta iniciou uma disputa legal contra a farmacêutica Farmoquímica, visando impedir o uso de seu nome em produtos cosméticos. A ação foi protocolada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) após a empresa solicitar, em 2023, a ampliação do registro da marca “Annita” — originalmente associada a um vermífugo — para a grafia “Anitta” em itens de beleza.
A equipe jurídica da artista argumenta que a utilização da mesma grafia e pronúncia por outra empresa pode levar a erros de interpretação. “Não restam dúvidas de que a reprodução do termo ‘ANITTA’, exatamente com a mesma grafia e fonética do termo da Opoente, pode causar confusão dentre os consumidores, sendo a coexistência entre tais marcas impossível”, afirmaram os advogados no documento protocolado no INPI.
Anitta, cujo nome artístico é registrado desde 2016 para uso em diversas categorias, incluindo cosméticos, também apresentou seu próprio pedido de registro para a marca “Anitta” no setor de beleza. A cantora já possui experiência nesse mercado, tendo lançado em 2022 o perfume íntimo “Puzzy by Anitta” em parceria com a Cimed, além de colaborar com a marca Sol de Janeiro em uma fragrância corporal.
A disputa agora aguarda decisão do INPI. Até o momento, a Farmoquímica não se pronunciou publicamente sobre o caso.