Agência reguladora tomou medidas imediatas para proibir a venda de cápsulas voltadas ao emagrecimento com promessas terapêuticas falsas e determinou a retirada de lote de medicamento injetável de circulação.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acendeu o alerta e emitiu resoluções rígidas para proteger a saúde dos consumidores brasileiros. Nos últimos dias, o órgão suspendeu a circulação de produtos de perfis muito distintos: de um lado, barrou a venda de um suplemento alimentar clandestino comercializado de forma ilegal na internet; de outro, determinou o recolhimento preventivo de um lote de antibiótico injetável hospitalar após a identificação de um pedaço de vidro no interior de um dos frascos.
A primeira grande intervenção envolve o suplemento alimentar em cápsulas da marca Glamorous Fire. A Anvisa proibiu a fabricação, comercialização, distribuição, divulgação e consumo do produto. A decisão ocorreu por dois motivos graves: o suplemento é produzido por uma empresa de origem totalmente desconhecida e vinha sendo divulgado na internet com propagandas enganosas. Os anúncios atribuíam ao item promessas terapêuticas irregulares não autorizadas, uma prática comum em produtos falsamente associados a tratamentos de saúde específicos. Sem um fabricante identificado e sem registros aprovados, a agência determinou o recolhimento imediato de todas as unidades encontradas no mercado.
Paralelamente, a agência agiu no setor de medicamentos de alta complexidade. Foi determinada a proibição de venda e o recolhimento do lote número 2519879 do antibiótico Polycid 500.000 UI injetável, fabricado pela União Química Farmacêutica Nacional. O remédio, muito utilizado no ambiente hospitalar para tratar infecções graves, sofreu a sanção após um fragmento de vidro ser descoberto no interior de um frasco-ampola.
O problema foi originalmente constatado pela própria fabricante durante inspeções internas de qualidade. Após o achado, a empresa notificou voluntariamente o órgão regulador e deu início a um recolhimento preventivo das unidades desse lote específico. Segundo a empresa, não houve notificações de reações adversas ligadas ao uso do produto até o momento.
Além do Polycid, o pente-fino da agência também atingiu um lote do antibiótico fosfato de clindamicina, da Hypofarma (lote 24101854), que apresentou ampolas com coloração amarelada e pequenas partículas estranhas em seu interior, e um lote de soro fisiológico da Equiplex (lote 2513588), que registrou irregularidades em seu processo de fabricação. Ambas as ocorrências reforçam a necessidade de vigilância constante sobre os insumos médicos em território nacional.