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Apito profissional: CBF muda as regras do jogo e anuncia contratação de árbitros para o Brasileirão

Foto: Alexandre Schneider/Getty Images / Esporte News Mundo
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Com investimento de R$ 195 milhões, novo programa promete salários fixos, suporte de saúde e até “rebaixamento” para juízes que não mandarem bem em campo

Quem acompanha futebol sabe: não tem rodada que passe sem que a arbitragem seja o assunto principal nas mesas redondas e nas redes sociais. Mas, a partir de agora, o cenário promete mudar. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta terça-feira (27) um pacote de medidas histórico para tirar os árbitros do amadorismo e transformá-los em profissionais de carteira assinada, literalmente.

O que muda na prática? Até hoje, a maioria dos árbitros no Brasil precisava ter outra profissão para pagar as contas — eram professores, policiais, advogados ou lojistas que “apitavam” nas horas vagas. Com o novo Programa de Profissionalização da Arbitragem (PRO), a CBF vai contratar inicialmente 72 profissionais: serão 20 árbitros centrais, 40 assistentes (os famosos bandeirinhas) e 12 especialistas em VAR.

Esses profissionais terão um salário fixo mensal, além das taxas que já recebem por jogo e bônus por produtividade. É uma forma de garantir que o juiz possa se dedicar exclusivamente ao futebol, estudar as regras e cuidar do preparo físico sem a preocupação de ter que bater ponto em outro emprego no dia seguinte.

Apoio de “time grande” para os juízes Para que o rendimento em campo melhore, não basta apenas o salário. O programa prevê uma estrutura de dar inveja a muito clube por aí. Os árbitros terão à disposição uma equipe multidisciplinar com fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e preparadores físicos. A ideia é tratar o árbitro como um atleta de alto rendimento.

Além disso, a tecnologia vai ganhar um reforço de peso. A CBF confirmou o investimento no VAR semiautomático — para agilizar as marcações de impedimento — e a chegada da “RefCam”, uma câmera acoplada ao corpo do árbitro que vai mostrar exatamente o que ele vê durante os lances polêmicos e como os jogadores se comportam diante dele.

Meritocracia: quem não render, cai Uma das partes mais curiosas do novo modelo é o sistema de ranking. Assim como os times lutam para não cair para a Série B, os árbitros também estarão sob vigilância constante. Ao final de cada temporada, os dois profissionais com as piores notas serão “rebaixados”, perdendo o contrato profissional, enquanto os dois melhores árbitros que estão fora do grupo de elite serão “promovidos”.

O investimento total para fazer tudo isso funcionar no biênio 2026/2027 é de R$ 195 milhões. O plano, inspirado em ligas europeias e na MLS dos Estados Unidos, começa a valer oficialmente em março. Agora, a expectativa do torcedor é uma só: que com mais estrutura e cobrança, os erros diminuam e o espetáculo do futebol seja o único protagonista.