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App inovador pode ajudar no diagnóstico precoce de demência frontotemporal

Foto: Reprodução/ Losing Memories
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Tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Universidade da Califórnia – São Francisco identifica sinais da doença em pessoas predispostas geneticamente

Um aplicativo para smartphone criado por pesquisadores da UCSF (Universidade da Califórnia – São Francisco) pode ser um divisor de águas no diagnóstico precoce da demência frontotemporal (DFT), um tipo de demência que afeta principalmente pessoas com menos de 60 anos.

Demência frontotemporal: o que é e como se manifesta

A DFT é caracterizada pela degeneração dos lobos frontais e/ou temporais do cérebro, causando um declínio progressivo nas funções cognitivas e comportamentais. Os sintomas mais comuns incluem:

  • Mudanças na personalidade e comportamento
  • Dificuldades de comunicação e linguagem
  • Problemas de memória e planejamento
  • Dificuldade na realização de tarefas cotidianas

Desafio do diagnóstico precoce

O diagnóstico da DFT é um desafio, pois seus sintomas podem ser confundidos com outras condições, como transtornos psiquiátricos ou o início do Alzheimer. A falta de um diagnóstico precoce limita as opções de tratamento e impacta negativamente a qualidade de vida dos pacientes e seus familiares.

App como ferramenta de detecção precoce

O aplicativo desenvolvido pela UCSF utiliza testes cognitivos e coleta de dados como gravações de voz e movimentos corporais para identificar sinais precoces da DFT em pessoas com predisposição genética à doença.

Resultados promissores

Em um estudo publicado na revista JAMA Network Open, os pesquisadores testaram o aplicativo em 360 pessoas com idade média de 54 anos. Os resultados mostraram que a tecnologia foi capaz de:

  • Detectar com precisão os sinais iniciais da DFT em pessoas ainda sem sintomas
  • Diferenciar entre pessoas com DFT e outras condições
  • Monitorar a progressão da doença ao longo do tempo

Benefícios para o futuro

Os autores do estudo acreditam que o aplicativo pode ser uma ferramenta valiosa para:

  • Diagnosticar precocemente a DFT, possibilitando o início do tratamento o mais rápido possível
  • Monitorar a progressão da doença e a resposta ao tratamento
  • Identificar voluntários para ensaios clínicos de novos medicamentos

Disponibilidade do aplicativo

Ainda não há planos para disponibilizar o aplicativo para o público em geral. No entanto, os resultados do estudo são promissores e sugerem que a tecnologia pode ser uma importante ferramenta no combate à DFT.

Para mais informações:

  • Acesse o site da Associação de Degeneração Frontotemporal

Foto: Reprodução