Boeing C-32B, conhecido como “Gatekeeper”, transportou diplomatas e fez escalas relâmpago no Brasil; operação foi autorizada pelo Ministério da Defesa.
Na tarde de terça-feira, 19 de agosto de 2025, um avião militar americano sem identificação externa pousou no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre — um modelo discreto da Força Aérea dos Estados Unidos, que chamou bastante atenção. Poucas horas depois, a aeronave seguiu para São Paulo, pousando às 21h48 no Aeroporto Internacional de Guarulhos, conforme confirmaram concessionárias e autoridades brasileiras com autorização do Ministério da Defesa.
Segundo a Polícia Federal, o avião — um Boeing C-32B (versão militar do 757-200) — transportava diplomatas americanos que foram encaminhados ao Consulado dos EUA em Porto Alegre. As operações ocorreram dentro da normalidade, com plano de voo devidamente registrado e nenhuma irregularidade apontada pelas autoridades.
O perfil da aeronave reforça o caráter reservado da missão: conhecida como “Gatekeeper”, o C-32B é usado pelo 150º Esquadrão de Operações Especiais dos EUA, sediado em Nova Jersey, empregado em ações rápidas e sigilosas com transporte de diplomatas, agentes de inteligência e militares de elite. O modelo é equipado com sistemas avançados para comunicação e reabastecimento em voo, garantindo autonomia em operações globais.
O trajeto da missão começou em 18 de agosto, partindo de Wrightstown (Nova Jersey), com escalas em Tampa (Flórida) e San Juan (Porto Rico). No dia 19, chegou a Porto Alegre por volta das 17h12 (ou 17h13), permaneceu algumas horas e seguiu para Guarulhos, onde aterrissou entre 21h45 e 21h48.
Nem o Ministério da Defesa, nem a Força Aérea Brasileira, nem a Embaixada dos Estados Unidos informaram oficialmente o propósito da presença da aeronave no Brasil. Ainda assim, fontes federais garantiram que a operação correu de forma normal e dentro das regulamentações.
Essa escala repentina reacendeu especulações sobre o papel do C-32B em ações diplomáticas discretas — em outras ocasiões, ele esteve presente em cenários de crise internacional e grandes eventos globais (como os Jogos Olímpicos), reafirmando sua função estratégica e secreta.