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Bactérias geneticamente modificadas destroem plástico sem deixar resíduos

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Cientistas da Universidade de Illinois e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveram um método orgânico capaz de destruir completamente o plástico, sem deixar resíduos. O método é baseado em duas bactérias modificadas geneticamente que trabalham em conjunto para digerir as substâncias tóxicas que surgem da manipulação do tipo plástico mais produzido no mundo, o PET.

As bactérias, chamadas Vibrio natriegens e Ideonella sakaiensis, foram geneticamente modificadas para produzir enzimas que quebram as moléculas do PET em pequenas moléculas que podem ser utilizadas na fabricação de novos produtos.

O método ainda está em fase de desenvolvimento, mas os pesquisadores acreditam que ele tem potencial para revolucionar o tratamento de resíduos plásticos.

Ainda é preciso mudar os hábitos de consumo

O desenvolvimento de bactérias capazes de decompor o plástico é uma notícia promissora, mas é importante ressaltar que ainda é preciso mudar os hábitos de consumo para que o problema da poluição por plástico seja resolvido.

O plástico é um material extremamente durável, o que significa que ele pode levar centenas ou até milhares de anos para se decompor na natureza. Como resultado, o plástico tem se acumulado nos oceanos, nos rios e nos solos, causando danos ao meio ambiente.

Para reduzir a poluição por plástico, é importante reduzir o consumo de produtos plásticos descartáveis, como garrafas plásticas, sacolas plásticas e embalagens plásticas. Também é importante reciclar o plástico sempre que possível.

As bactérias do bem como um alento

Enquanto os hábitos de consumo não mudam, as bactérias geneticamente modificadas desenvolvidas no MIT e na Universidade de Illinois representam um alento. Elas podem ajudar a reduzir o impacto do plástico no meio ambiente, mesmo que o plástico continue sendo produzido e consumido em grandes quantidades.

Foto: Reprodução

Fonte: Olhar digital