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Bahia debaterá projeto do Trem Intercidades que vai ligar Salvador a Feira de Santana em 35 minutos

Foto: Reprodução | TIC Bahia
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Linha de 98 km, com investimento de R$ 6,8 bilhões, promete mobilidade mais rápida, integração com ônibus e benefícios logísticos para o estado

Na última terça-feira (12 de agosto de 2025), a Assembleia Legislativa da Bahia recebeu representantes da TIC Bahia para apresentar o projeto do Trem Intercidades, que planeja ligar Salvador a Feira de Santana de forma expressa, com tempo estimado de viagem de apenas 35 minutos. A novidade surgiu na Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo — e as expectativas são altas.

A ferrovia prevista terá 98 quilômetros de extensão e a construção exigirá um investimento estimado em R$ 6,8 bilhões. A proposta vem sendo idealizada para gerar grande impacto econômico e social: mais de 10 mil empregos diretos e 50 mil indiretos devem surgir com a implantação.

O trem deverá operar a uma velocidade de até 160 km/h, transportando cerca de 85 mil passageiros por dia em sua fase de operação plena. Isso transformaria significativamente a mobilidade na região, reduzindo o tempo de deslocamento de mais de uma hora (1h11) para apenas 35 minutos.

Está prevista uma tarifa média de R$ 50, com integração tarifária com ônibus metropolitanos e intermunicipais — o que facilita a vida de quem precisa se deslocar diariamente entre as cidades. O faturamento anual projetado é de R$ 1,1 bilhão, e o retorno do investimento estimado em cerca de 9,8 anos.

A primeira estação deve ser construída no futuro Terminal Rodoferroviário de Salvador, em Águas Claras, com acesso por plataforma subterrânea. Além disso, o projeto prevê a integração com outras malhas ferroviárias, como a FIOL (Ferrovia de Integração Oeste-Leste) e a FCA (Ferrovia Centro-Atlântica). Tal conexão pode dinamizar o escoamento de cargas pelos portos de Aratu e Salvador e pelo Estaleiro Enseada, fortalecendo a logística do estado.

Se colocado em prática, o Trem Intercidades pode transformar a mobilidade entre Salvador e Feira de Santana, facilitando acesso rápido e confortável, impulsionando empregos, economia regional e fortalecendo o transporte de cargas. Em um estado que precisa melhorar integração urbana e logística, esse trem poderia ser um divisor de águas para a Bahia.