Clássico dos domingos nos anos 90, quadro ressurge no programa de Ratinho com novo nome e formato, mas repercute negativamente nas redes sociais e não garante liderança de audiência
Após 25 anos fora do ar, a icônica “Banheira do Gugu” voltou à televisão brasileira na noite de segunda-feira (15), desta vez dentro do Programa do Ratinho, no SBT. Agora rebatizado de “Banheira Maluca”, o quadro buscou resgatar a fórmula de sucesso da década de 1990, quando era um dos grandes atrativos do “Domingo Legal”, apresentado por Gugu Liberato. Contudo, o retorno não teve a repercussão esperada: além de críticas nas redes sociais, a emissora perdeu em audiência para a Record TV no horário.
O novo quadro foi exibido com um cenário modernizado, mas manteve a essência original: homens e mulheres de trajes de banho em uma banheira inflável tentando pegar sabonetes enquanto são agarrados por adversários. A estreia contou com a participação de personalidades como a jornalista Nadja Haddad e os humoristas Marlei Cevada, Santos e Xaropinho. No entanto, o público não pareceu impressionado. Nas redes sociais, a recepção foi majoritariamente negativa, com muitas pessoas classificando o quadro como “retrógrado”, “constrangedor” e até mesmo “um circo de horrores”.
Internautas questionaram a decisão do SBT de reviver um formato que, apesar do apelo nostálgico, não dialoga com os tempos atuais. “É difícil acreditar que em pleno 2025 ainda existam ideias como essa sendo levadas ao ar em rede nacional”, comentou uma usuária no X (antigo Twitter). Outra crítica recorrente foi o papel dos participantes, com comentários apontando a exposição desnecessária dos corpos e o tom sexualizado do quadro, que foi sucesso na década de 90, mas hoje é visto sob outra ótica, mais crítica e atenta às questões de respeito e representação.
Do ponto de vista da audiência, o retorno da “Banheira” também não rendeu os frutos esperados. De acordo com dados consolidados do Kantar Ibope Media, o Programa do Ratinho marcou média de 4,3 pontos na Grande São Paulo, ficando atrás da Record TV, que exibia a novela “Reis” e o “Jornal da Record” no mesmo horário. Para um programa que buscava recuperar ibope, o resultado foi aquém do esperado.
O SBT ainda não comentou oficialmente a repercussão negativa do quadro, mas fontes internas revelam que a emissora avalia ajustes na atração, dependendo da repercussão nas próximas semanas. Ainda não se sabe se a “Banheira Maluca” terá continuidade como um quadro fixo ou se foi apenas uma tentativa isolada de resgatar antigos sucessos da casa.
Criado por Gugu Liberato, a “Banheira” original estreou em 1997 e foi ao ar até o início dos anos 2000, tornando-se um dos quadros mais lembrados (e criticados) da TV brasileira. Naquela época, o formato era visto como ousado e provocador, mas hoje é alvo de debates sobre os limites do entretenimento popular e a evolução do conteúdo televisivo em relação às novas gerações e valores sociais.
O retorno da “Banheira” levanta questões sobre a dificuldade das emissoras em renovar formatos e conquistar novos públicos, apelando à nostalgia como tábua de salvação. No caso do SBT, a estratégia não foi bem recebida — nem pelo público, nem pelos números de audiência.