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Bilquis Evely faz história: primeira mulher brasileira a conquistar o “Oscar dos Quadrinhos”

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Quadrinista de Barueri (SP) recebe o Eisner Award 2025 por sua obra Helen of Wyndhorn, celebrada como marco no cenário internacional dos quadrinhos

A artista brasileira Bilquis Evely alcançou um feito histórico ao conquistar o Eisner Award 2025 — o prêmio mais prestigiado do mundo dos quadrinhos, conhecido como o “Oscar das HQs” — na categoria Melhor Desenhista/Arte‑Finalista.

A cerimônia aconteceu na San Diego Comic‑Con, na Califórnia (EUA), em 25 de julho de 2025, quando Bilquis foi anunciada vencedora por seu trabalho na graphic novel Helen of Wyndhorn, publicada pela editora Dark Horse e lançada no Brasil pela Suma em 22 de julho de 2025.

Com 35 anos, natural de Barueri, São Paulo, Bilquis tornou-se a primeira mulher brasileira a vencer um Eisner — consolidando seu nome como referência global em arte sequencial.

Apesar de já ter sido indicada anteriormente — notadamente por Supergirl: A Mulher do Amanhã (obra que está em processo de adaptação para o cinema em 2026) — esta é a primeira vitória da artista na premiação

A participação brasileira ainda se estendeu ao colorista Matheus Lopez, indicado nas categorias de Melhor Colorista por seu trabalho tanto em Batman & Robin: Year One quanto em Helen of Wyndhorn, embora não tenha levado o troféu.

A conquista de Bilquis soma-se a um seleto grupo de artistas nacionais que já foram premiados no Eisner, como Rafael Grampá, Fábio Moon, Marcelo D’Salete, Adriana Melo, Fido Nesti e Mike Deodato — reforçando a ascensão brasileira no mercado internacional de HQs UOL.

Por que esta vitória importa?

  • Reconhecimento global: o Eisner é amplamente entendido como o maior prêmio dos quadrinhos, conferindo visibilidade internacional imediata.
  • Pioneirismo feminino: primeiro troféu para uma mulher brasileira, inspirando futuras gerações de quadrinistas.
  • Consagração artística: Helen of Wyndhorn combina narrativa visual e arte refinada, construída em parceria com o roteirista Tom King — um dos mais celebrados no mercado americano.

A trajetória de Bilquis revela um crescimento meteórico: premiada desde a adolescência, migrando para colaborações com grandes editoras como DC e Marvel, e agora liderando com autonomia criativa.

O sucesso de Helen of Wyndhorn reforça a tendência de brasileiros ocuparem espaço de destaque nos mercados mais exigentes — abrindo portas e mostrando que talento nacional encontra eco e reconhecimento global.