google.com, pub-6509141204411517, DIRECT, f08c47fec0942fa0

Revista Nova Imagem - Portal de Notícias

Nos acompanhe pelas redes sociais

Carla Zambelli é presa na Itália após ser localizada pela Interpol, afirma Ministério da Justiça

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Deputada federal licenciada foi detida nesta terça-feira (29 de julho de 2025) em Roma, após ter seu paradeiro revelado por parlamentar italiano; ela responde a pena de 10 anos pela invasão ao CNJ.

A deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) foi presa nesta terça-feira, 29 de julho de 2025, em Roma, confirmaram o Ministério da Justiça italiano e a Polícia Federal do Brasil. O deputado italiano Angelo Bonelli localizou e forneceu às autoridades locais o endereço do apartamento onde Zambelli estava hospedada e comunicou ter “identificado a parlamentar” nas redes sociais.

A prisão ocorre em sequência à condenação da congressista pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que em maio a sentenciou a 10 anos de prisão em regime fechado, além de perdimento de mandato e pagamento de R$ 2 milhões em danos morais e coletivos, por sua participação na invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O hacker Walter Delgatti Neto, atuando a mando da parlamentar, foi condenado a mais de 8 anos de prisão pelo mesmo esquema.

Após a condenação, Zambelli deixou o Brasil em maio de 2025, cruzando para a Argentina antes de seguir para os Estados Unidos e, finalmente, à Itália, país do qual também possui cidadania. Em 5 de junho, seu nome foi incluído na lista vermelha da Interpol, com pedido formal de prisão preventiva feito pela Polícia Federal a partir de determinação do STF.

Fontes jurídicas explicam que a prisão na Itália só se fez possível após identificação formal e autorização da Justiça italiana, uma vez que a difusão vermelha da Interpol, por si só, não autoriza captura imediata sem anuência local. A extradição ao Brasil dependerá de trâmites judiciais entre os países — e poderá ser contestada por Zambelli, que pretende alegar seu direito de cidadania italiana e uso desse argumento para tentar cumprir eventual pena na Itália.

Além do processo pelos crimes de invasão informática, Zambelli já responde a outro processo no STF por porte ilegal de arma e perseguição a um jornalista em 2022, para o qual já há decisão favorável pela condenação, embora a conclusão ainda esteja pendente de análise final