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Chapéu de Melania Trump em encontro com rei Charles vira símbolo de polêmica e resgata tradição da moda

Foto: Andrew Matthews/Getty Images
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O encontro recente entre Melania Trump e o rei Charles III, em Londres, acabou sendo marcado não apenas pelo peso diplomático da ocasião, mas por um detalhe que roubou a cena: o chapéu escolhido pela ex-primeira-dama dos Estados Unidos. O acessório de aba larga, em tom branco, rapidamente ganhou repercussão internacional, dividiu opiniões e até virou alvo de memes nas redes sociais, recebendo o apelido de “chapéu da antipatia”.

O modelo, de abas rígidas e imponentes, foi comparado tanto aos tradicionais chapéus usados pela aristocracia britânica em cerimônias oficiais quanto a personagens de filmes e até vilões caricatos. Para críticos, a escolha transmitiu uma postura distante e arrogante, destoando da atmosfera de cordialidade esperada em encontros diplomáticos. Já outros enxergaram no acessório um gesto calculado de elegância e poder, em que a moda se transforma em mensagem política.

A tradição do chapéu como símbolo social

A polêmica reacendeu a discussão sobre a importância cultural e histórica do chapéu como acessório de destaque. No Reino Unido, o item é praticamente obrigatório em ocasiões formais, como casamentos reais e as tradicionais corridas de cavalos em Ascot. Desde o século XX, chapéus se consolidaram como símbolos de status e sofisticação, especialmente entre mulheres da alta sociedade. Ícones como a rainha Elizabeth II transformaram o acessório em parte essencial da comunicação visual da monarquia britânica.

Nos Estados Unidos, a relação é distinta, mas igualmente simbólica. Primeiras-damas e figuras públicas também recorreram ao uso de chapéus para marcar presença. Jackie Kennedy, por exemplo, eternizou o “pillbox hat” nos anos 1960, transformando-o em um marco da moda feminina. Ao optar por um chapéu imponente diante da realeza britânica, Melania Trump parece ter seguido essa mesma linha: mais do que uma escolha estética, um gesto de afirmação e autoridade.

Moda como mensagem política

Apesar das críticas e da ironia que dominaram as redes sociais, o episódio reforça como a moda segue desempenhando um papel estratégico na política e na cultura. Para além da função estética, acessórios como chapéus carregam significados que podem transmitir poder, identidade, desafio ou até contestação.

O “chapéu da antipatia”, como já é chamado, tornou-se um exemplo claro de como a indumentária pode extrapolar o campo da moda e ganhar lugar no debate público. Amado por uns e rejeitado por outros, o acessório usado por Melania já entrou para a lista de peças que ultrapassam a categoria de adornos e se transformam em símbolos de influência e provocação.

Foto: Reprodução