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Chilli Beans rompe com o dólar e adota renminbi em negociações com a China

Caito Maia, fundador da Chilli Beans Imagem: Divulgação/ Chilli Beans/ Claudio Gatti
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Marca brasileira aposta na moeda chinesa para fortalecer parcerias, reduzir custos cambiais e ampliar sua presença na Ásia

A Chilli Beans, marca brasileira de óculos e acessórios fundada por Caito Maia, acaba de dar um passo ousado que pode marcar uma virada no comércio internacional: ela abandonou completamente o dólar americano em suas transações com fornecedores chineses. Agora, todos os pagamentos são feitos em renminbi — a moeda oficial da China (CNY).

Essa mudança não é apenas uma ação isolada ou pontual. Conforme explicou o CEO Caito Maia durante um episódio do podcast De Frente com CEO, da revista Exame, a ideia é que o dólar não volte nunca mais. Segundo ele, a adoção do renminbi já se mostrou vantajosa, gerando ganhos significativos relacionados ao câmbio e à estabilidade nas negociações.

Essa decisão estratégica vem num momento de intensificação da guerra comercial entre Estados Unidos e China, que teve efeitos diretos no mercado global. Ao priorizar a moeda chinesa, a Chilli Beans busca estreitar o relacionamento com seus parceiros de longa data — a empresa mantém laços com fornecedores na China há 25 anos, em uma relação de “ganha-ganha, saudável e ética”.

Além da mudança monetária, a estreia do renminbi acompanha um momento de expansão da marca na Ásia: a Chilli Beans já conta com lojas na Indonésia — cerca de 10 unidades — e planeja ampliar sua estrutura no continente. No Brasil, a companhia fatura cerca de R$ 1,4 bilhão por ano e traça metas ambiciosas, como alcançar 3.200 lojas nos próximos cinco anos, incluindo iniciativas como o projeto sustentável Eco Chilli, com contêineres ecológicos em cidades pequenas.

Em linhas gerais, essa mudança de moeda representa mais do que economia: é uma estratégia de autonomia, resiliência frente a tensões geopolíticas e uma aposta clara na parceria com o mercado chinês.